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Southgate e a Inglaterra na Euro: quem voltará para casa?

02/07/2024 às 18:05
3 min de leitura

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A Inglaterra, de Gareth Southgate, é, sem dúvidas, uma das maiores decepções da Eurocopa. Contra a Suíça, é difícil, até mesmo, colocar o English Team como favorito. 

O time de Southgate é um dos mais pragmáticos do torneio. Ao mesmo tempo, tem, provavelmente, o elenco mais recheado de grandes jogadores. Talvez seja, no papel, um dos melhores times ingleses em muitos anos. Mas no campo, passa longe disso. 

Em quatro jogos na Euro, a Inglaterra marcou quatro gols e venceu apenas duas partidas pela contagem mínima, a última, na prorrogação contra a Eslováquia. Houve, ainda, um decepcionante 0 a 0 contra a Eslovênia. 

Southgate opta por um convencional 4-2-3-1. O treinador, mais uma vez, usou o conceito de lateral invertido para escalar Kieran Trippier, lateral direito, na canhota. E aí começa um dos principais problemas do time: o mau aproveitamento de Trippier, e não só. 

Southgate sofre para utilizar da melhor forma os craques que têm em mãos. Ao contrário de Zagallo em 1970, que conseguiu colocar cinco camisas 10 em campo com maestria, o treinador não administra bem dois meias criativos. A escalação de Phil Foden na ponta esquerda ceifa praticamente dois jogadores: Trippier e Jude Bellingham. 

Trippier é um lateral de boa chegada ao fundo. Quando pela direita. Com o pé bom. Na canhota, a tendência é de jogar por dentro, como o próprio Kyle Walker faz do outro lado. Mas por dentro, acaba “batendo cabeça” com Foden. Mesmo canhoto, Foden não tem como característica atacar a profundidade. Busca o jogo no corredor central. O que obriga Trippier a buscar o fundo. O lado esquerdo não funciona. 

Foden, também, acaba procurando o espaço, muitas vezes, de Bellingham. Os dois tentam receber no entrelinhas. A Eslováquia fechou muito bem as linhas de passe congestionando o corredor central. E foi agressiva na pressão alta, o que não deu espaço para Declan Rice achar um passe vertical mais qualificado. 

Mostrando pouco dinamismo no último terço, Southgate tampouco conseguiu alterar o panorama com as mudanças que fez durante o duelo. Só quando adotou uma abordagem mais direta, a Inglaterra conseguiu reagir e buscar o resultado na prorrogação. Mas mais uma vez, passou longe de convencer… 

Suíça promete dificultar ainda mais 

A Suíça mostrou saber enfrentar, muito bem, o 4-2-3-1, ou 4-3-3 por vezes. Contra a Itália, adotou um 3-4-3 que ceifou o jogo interior italiano. Um pouco do que deverá acontecer contra os ingleses nas quartas. 

A Azzurra, também, tinha um lateral invertido: Damian, destro atuando na esquerda. A marcação sobre ele foi agressiva na primeira fase de construção. Os italianos, então, foram forçados a jogar com Di Lorenzo, que tem o pior aproveitamento na saída de bola da linha de quatro italiana. 

Ao longo de 90 minutos de futebol, a Itália só acertou um arremate no alvo. Esteve longe de ameaçar Sommer, e a Suíça avançou para as quartas. Com a promessa de ser mais que uma pedra no sapato de Southgate. Ela promete mandar o treinador “para casa”. Os ingleses, por outro lado, prometem levar o troféu “para casa”. Em 90 minutos, teremos uma resposta mais firme: quem, afinal, voltará para casa?

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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