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Brasil quer superar favoritismo uruguaio e busca vaga na semi da Copa América

06/07/2024 às 06:06
3 min de leitura

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Um confronto histórico. Um duelo de 108 anos. Um embate que já proporcionou o Maracanazo, na final da Copa do Mundo de 1950, e já decidiu três vezes a Copa América, em 1983, 1995 e 1999. E, agora, uma partida que define o último semifinalista da edição de 2024. É, Brasil e Uruguai não é para amadores.

Em cenários de reconstrução, a Canarinho e a Celeste se enfrentam pela vaga na semifinal da 48ª edição da Copa América. O favoritismo fica aos uruguaios, enquanto a esperança resta aos brasileiros. É guerra para ver quem segue rumo ao título da competição sul-americana. É a marca de um novo começo.

Depois da aposentadoria de Cavani da seleção e do iminente adeus de Suárez, o protagonismo e a liderança precisam ser passados adiante na Celeste. Com um elenco repleto de novos nomes e com um velho conhecido do mundo futebolístico de treinador, o Uruguai tem uma grande missão: conquistar o 16º troféu da Copa América.

No dia 12 de maio de 2023, Marcelo ‘El Loco’ Bielsa foi escolhido como novo treinador do Uruguai para substituir Diego Alonso. E, desde lá, são 14 jogos, entre Copa América, Amistosos e Eliminatórias para a Copa do Mundo, com dez vitórias, dois empates e duas derrotas.

O que faltou em anos para a Celeste já não é mais problema. Bielsa deu intensidade, velocidade e dinâmica para a seleção. A ferrenha defesa, já tradicional da equipe, se transformou em um ataque potente, que apesar de já ser goleador há tempos, passou a ser imprevisível aos adversários.

Na Copa América, o Uruguai nada de braçadas. Em três jogos, são três vitórias, contra Estados Unidos, Bolívia e Panamá. Aos uruguaios, o favoritismo celeste é claro e, a certos estrangeiros, com brasileiros inclusos nessa conta, a seleção bicampeã mundial também ostenta a posição de candidata mor ao título.

Afrente de Federico Valverde, Darwin Nuñez, Ronald Araújo e companhia, Bielsa caminha com a missão de seguir, ou ampliar, o legado histórico da Celeste. É hora de fazer o possível e o impossível para, em primeiro instante, trazer a 16ª taça e, como consequência, assegurar a Forlán, Godín e Lugano que o futuro é sorridente.

Em momento de turbulência, o Brasil não traz a torcida consigo. Não são mais os mesmos tempos antigos. A felicidade já não é mais uma verdade absoluta. A desconfiança paira sobre a Canarinho, que, apesar de tudo, segue em busca de trazer a décima taça da Copa América para casa.

Depois do legado constante construído por Tite, Fernando Diniz assumiu em um cenário pós Copa do Mundo. Mas, após desempenho questionável, Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil com o São Paulo, foi escolhido para guiar o Brasil na nova empreitada, em busca de dias mais alegres aos brasileiros.

Depois de resultados positivos, ou mistos, nos amistosos frente à Espanha, Inglaterra, México e Estados Unidos, o país verde e amarelo não começou a Copa América no 220. Em três jogos, o Brasil teve uma vitória convincente e dois empates amargos, que poderiam ser, com ligeira tranquilidade, transformados em dois triunfos.

Assim como o Uruguai, a Canarinho passa por reformulação no elenco. Ídolos tais Marcelo, Thiago Silva, Casemiro e Neymar deram espaço à jogadores como Guilherme Arana, Militão, Bruno Guimarães e Savinho. É comum os torcedores esperarem reposição à altura, mas é de praxe, também, que isso leve certo tempo.

Os destaques do Brasil, hoje em dia, passam muito por Vinícius Júnior e Rodrygo. A dupla do Real Madrid é a principal representação do futebol brasileiro no cenário mundial. E, apesar de grande destaque no clube madrilenho, a performance não é repetida com o mesmo brilho na seleção. O primeiro citado, concorrente à Bola de Ouro de 2024, está fora da decisão frente à Celeste, por suspensão em decorrência do acúmulo de cartões amarelos.

São novos nomes, já conhecidos pelos brasileiros, mas, que aos próprios nativos, são tratados com desconfiança e incerteza, já que o parâmetro antigo era outro, de grandeza imensurável. Os lemas de “ousadia e alegria” seguem os mesmos, mas o povo brasileiro vive de lembranças e não consegue deixar as memórias afetivas de lado. Os clamores por Romário, Ronaldo e Ronaldinho, por exemplo, ainda são ouvidos.

São tempos de reconstrução. Para ambos. Sob certa desconfiança, e desfavoritismo, o Brasil tem o maior desafio depois da Copa de 2022. Vencer o Uruguai pode significar dias melhores, assim como uma derrota pode trazer dias sombrios.

Resta aguardar o jogo para entender qual o cenário que a Canarinho terá na sequência.

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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