Jesse Marsch e o Canadian Dream: há espaço para uma zebra?
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Esta coluna não é das mais otimistas com a seleção canadense. Mas simplesmente porque não havia qualquer indício para o ser: Jesse Marsch recém iniciava um trabalho com os Canucks, ainda distante de mandar um time equilibrado a campo. Mas nada como uma competição de tiro curto para fazer um time desacreditado viver o Canadian Dream.
A seleção canadense, até então, nunca havia disputado uma Copa América. Em 2001, havia se classificado para o torneio como campeã da Copa Ouro de 2000. Mas, devido a instabilidade política, alegando falta de segurança, os canadenses preferiram não viajar para a Colômbia. Só agora, no vizinho Estados Unidos, participam do torneio.
A Copa América tem mais de cem anos de história. A competição de seleções mais velha do mundo. No início, e por muito tempo, apenas clubes sul-americanos disputaram o torneio. Mas, aos poucos, a Conmebol, para tentar aumentar a competição e torná-la mais atrativa, passou a convidar seleções de outras federações.
Já tivemos convidados da Ásia, mas os centro-americanos e norte-americanos são os mais chamados. Dez países de fora da América do Sul já jogaram a Copa América: dois da Ásia, cinco da América Central e três da América do Norte. Apenas os norte-americanos conseguiram chegar pelo menos nas semifinais.
Além do Canadá, agora, os Estados Unidos jogou duas semifinais: em 1995 e em 2016. Na primeira, foi eliminado pelo Brasil, enquanto na segunda, caiu para a Argentina. O México é o único país de fora da América do Sul a chegar em finais. Mas nunca foi campeão: perdeu a decisão de 1993 para a Argentina e a de 2001 para a Colômbia.
O desempenho dos “forasteiros” na Copa América:
Canadá – semifinalista nesta edição
EUA – semifinalista em 1995 (eliminado pelo Brasil) e 2016 (eliminado pela Argentina)
Panamá – quartas de final este ano (goleado pela Colômbia)
Jamaica – nunca passou da fase de grupos
Honduras – Semifinalista em 2001 (eliminada pela Colômbia)
Haiti – nunca passou da fase de grupos
Costa Rica – eliminada nas quartas de final em 2001 (para o Uruguai) e 2004 (para a Colômbia)
Catar – Nunca passou da fase de grupos
Japão – nunca passou da fase de grupos
México – Vice-campeão em 1993 (perdeu a decisão para a Argentina) e 2001 (Colômbia foi campeã)
Buscando fazer história
A seleção canadense, portanto, tenta ser a segunda seleção de fora da América do Sul a chegar em uma final. Mas a tarefa não será nada fácil: o adversário nesta terça será o time que é o atual campeão da América e do Mundo. A Argentina, de Lionel Messi. Favoritaça!
Mas Jesse Marsch conseguiu, ao longo da Copa América, alcançar seus objetivos. Para além do resultado esportivo, de uma semifinal já histórica, conseguiu recuperar a auto estima do grupo, uniu o elenco, após alguns anos conturbados, e trouxe uma renovação necessária para a seleção.
Crépeau se firmou no gol, Bombito se tornou titular absoluto da defesa e Jacob Shaffelburg deu a mobilidade necessária a um ataque com Jonathan David e Cyle Larin. Hoje, o Canadá tem mais cara de time. Ainda sofre com suas limitações, é verdade. O time marcou apenas dois gols na Copa América, e venceu só um jogo. Mas consegue competir. Ao ponto de colocar em dúvida a sequência da Argentina até a final da competição.
Seguimos sem otimismo. Mas o Canadá está aí… Vivendo o sonho canadense…
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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