No Dia Mundial do Rock, douradenses falam sobre importância da música para a saúde
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No Dia Mundial do Rock, douradenses falam sobre importância da música para a saúde
Gênero musical criado na década de 1950 e marcado por protestos contra sistemas políticos e críticas sociais, o rock in roll também pode auxiliar pessoas em tratamentos dentro e fora do ambiente hospitalar, segundo profissionais adeptos ao estilo.
Neste sábado (13/7), quando é celebrado o ‘Dia Mundial do Rock’, dois servidores do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) revelaram a forma como a música influencia no ambiente diário deles e também de pacientes.
Atual superintendente da unidade de saúde local, o médico intensivista Hermeto Macario Amin Paschoalick foi baterista da banda douradense de hardcore ‘Cueio Limão’, que fez sucesso pelo país no início dos anos 2000.
Ele contou que a diversidade do rock pode ser benéfica em vários aspectos, principalmente para reflexões.
“Ouvir música contribui para a manutenção da saúde mental. Tirar um tempo para ouvir a música que você gosta é uma forma de reorganizar seus pensamentos, sua rotina, as reflexões, evitando o esgotamento”, disse, apontando para os efeitos na Medicina, “com dados que apontam para o efeito positivo da música no tratamento da dor, inclusive em ambientes de terapia intensiva”, relatou em entrevista à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), responsável pela administração do HU de Dourados.
Também servidor no hospital, o psiquiatra e gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFGD, Thiago Pauluzi Justino, é companheiro de banda de Hermeto. Os dois atuam juntos na ‘Sinapse Nervosa’.
De acordo com o profissional, o rock proporciona às pessoas emoções positivas, já demonstradas através de estudos científicos.
“O rock e o heavy metal promovem diversos benefícios à saúde mental. Existem estudos científicos que demonstram que este gênero musical proporciona emoções positivas, reduz o nível de estresse e ansiedade, melhora o humor e proporciona a estimulação cognitiva”, afirmou, continuando o raciocínio: “a natureza intensa e acelerada da música pode atuar de forma catártica, permitindo que os ouvintes processem emoções negativas e raiva de maneira controlada, proporcionando assim sensação de bem-estar e alívio de sentimentos de tristeza”, relatou.
Para o neurologista Clecio Godeiro Jr, que atua pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a música em geral tem um efeito profundo no cérebro humano e estimula áreas responsáveis por emoção, memória, atenção e movimento.
“A música pode ser uma ferramenta terapêutica poderosa para pacientes com doenças neurológicas. Em condições como a doença de Alzheimer, a música pode ajudar a evocar memórias e melhorar a interação social e a comunicação. Em pacientes com Parkinson, a música pode ajudar na coordenação motora e na marcha”, enfatizou.
Dia Mundial do Rock
Apesar de levar ‘Mundial’ no nome, o Dia do Rock só é celebrado no Brasil e começou a ser comemorado na década de 1990, quando duas rádios comerciais criadas para o gênero musical em São Paulo, passaram a citar o ‘Festival Live Aid’ – realizado em 13 de julho de 1985 na Inglaterra, como marcante para o rock in roll.
O show contou com as principais bandas do planeta pelo fim da fome na Etiópia.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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