Milhares de passageiros continuam sofrendo com os efeitos do apagão cibernético
Milhares de passageiros continuam sofrendo com os efeitos do apagão cibernético
As companhias aéreas e outras empresas continuam se recuperando do apagão cibernético que pode se tornar a maior falha de TI da história, e passageiros ainda estão tendo dificuldade de embarcar em voos programados para este sábado (20).
Uma falha em uma atualização de software implementada pela empresa de cibersegurança CrowdStrike na sexta-feira (19) derrubou os sistemas operacionais da Microsoft em todo o mundo, paralisando companhias aéreas e bancos em todo o mundo.
O CEO da CrowdStrike, George Kurtz, pediu desculpas pelo erro e disse que a empresa continua a trabalhar com “clientes e parceiros para resolver este incidente”. Sua conta no X (Twitter) ainda não ofereceu uma atualização sobre a questão neste sábado (20).
A CrowdStrike forneceu uma correção para a falha, mas o problema ainda não foi totalmente resolvido e seus impactos ainda estão sendo sentidos, embora muitas empresas estejam começando a se recuperar.
A United Airlines, em um comunicado divulgado na manhã de sábado (20), informou aos viajantes que “embora a maioria de nossos sistemas tenham se recuperado da interrupção mundial de software de terceiros, podemos continuar a experimentar alguma interrupção em nossa operação, incluindo atrasos e cancelamentos de voos”. A companhia está oferecendo uma isenção de viagem para permitir que as pessoas alterem seus voos.
Na manhã deste sábado (20), centenas de voos foram cancelados ou atrasados — e os números estavam apenas aumentando. Quase 3 mil voos foram atrasados partindo dos EUA para o exterior até as 11h30, ante 1.532 no início do dia. Os cancelamentos de voos globais totalizaram 1.621, ante 1.401, segundo o FlightAware.com.
Ainda assim, esses números são bem melhores em comparação com o desastre de sexta-feira (19), quando 12.876 voos foram atrasados dentro, para, ou fora dos EUA, e 5.168 voos foram cancelados globalmente.
Os passageiros continuam a enfrentar interrupções — muitos no X (Twitter) dizem que ficaram presos no aeroporto por várias horas — e há questões sobre as implicações financeiras para as companhias aéreas e os custos para as empresas evitarem que a catástrofe se repita.
“As empresas provavelmente examinarão suas capacidades de resposta a incidentes e a necessidade de ter planos de backup. Enxergamos um ciclo de gastos impulsionado pela emergência”, escreveu o analista da TD Cowen, Shaul Eyal.
Com informações do Valor Econômico
Fonte: Inteligência Financeira
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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