Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026
Menu
DOURADOS

Quem vai salvar a Democracia?, por Rodolpho Barreto

10/08/2024 às 14:18
3 min de leitura

Anuncie Aqui

Quem vai salvar a Democracia?, por Rodolpho Barreto

O DITADOR Nicolás Maduro afirmou na noite desta segunda-feira (5) que vai “romper as relações” com o aplicativo de mensagens WhatsApp, porque este, segundo ele, está “ameaçando a Venezuela” e é usado por “grupos fascistas”. Que doidera! Já pensou se um certo “imperador Alexandre” aqui no Brasil gostar também dessa ideia? “Eu vou romper relações com o WhatsApp, porque estão usando essa plataforma para ameaçar a Venezuela. Diga não ao WhatsApp. Fora WhatsApp da Venezuela, porque é através dele que os criminosos ameaçam a juventude e os líderes populares”, afirmou o ditador. (Fonte: gazetadopovo.com)

“Os criminosos [que segundo ele utilizam o WhatsApp para atacar a Venezuela] têm chips colombianos, chilenos, americanos”, concluiu o chavista. Ao proibir o WhatsApp, que pertence a empresa Meta, dona também do Facebook, Maduro se junta a outros regimes totalitários comunistas, como o da China, que controla a internet do país e impede que o aplicativo funcione dentro de seu território. Além da China, o WhatsApp também foi alvo do regime da Nicarágua, com representantes do sandinismo impedindo militantes do partido de usar grupos de mensagens no aplicativo sem a autorização expressa do ditador Daniel Ortega.

AS REDES sociais têm sido o último recurso para que a oposição venezuelana se comunique com a população, uma vez que praticamente toda a mídia do país foi tomada pelo regime chavista. A Venezuela vive momentos de incerteza após as eleições presidenciais de 28 de julho. A organização Foro Cívico da Venezuela, uma coalizão de várias ONGs, denunciou nesta terça-feira (6) que o país enfrenta uma “suspensão de fato” das garantias constitucionais. A situação se agravou com o resultado “oficial” das eleições, sem comprovação e repleta de ilegalidades, que concedeu vitória ao ditador Nicolás Maduro, desencadeando uma série de protestos no país.

Em um comunicado, a organização Foro Cívico ressaltou seu repúdio à violação dos direitos civis na Venezuela, “evidenciada pelas mortes, detenções arbitrárias sem direito ao devido processo, ameaças e perseguições”. A força militar de Maduro, segundo a organização, tem se concentrado nos mais vulneráveis, e há uma preocupação crescente com a criminalização das manifestações, majoritariamente pacíficas. A repressão estatal do chavismo e a perseguição a líderes políticos e sociais também foram condenadas pela organização Foro Cívico, que pediu uma verificação transparente dos resultados eleitorais para garantir o respeito à vontade popular.

PODE? Segundo a organização, as autoridades militares venezuelanas mantêm uma resolução que proíbe reuniões e manifestações públicas, contrariando o direito constitucional à liberdade de expressão. Paralelamente, a ONG Foro Penal destacou que mais de 90 adolescentes foram detidos durante os protestos na Venezuela, parte do total de mais de mil pessoas presas por se manifestarem contra a fraude eleitoral do chavismo. Os padrões de detenção dos menores capturados, segundo a ONG, violam normas legais, como a reclusão em comandos policiais ou sedes militares, em vez de espaços especializados para menores.

Os familiares dos detidos relatam o excesso de violência nas prisões e a falta de comunicação com os adolescentes. A situação é tão grave que um adolescente de 15 anos morreu pelo uso excessivo da força por parte dos agentes de segurança, segundo a “Red por los derechos humanos de los niños, niñas y adolescentes” de Venezuela. Enquanto o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não publica as atas eleitorais, a oposição divulgou documentos que indicam vitória significativa do candidato Edmundo González. É muito claro: se as tais atas do CNE mostrassem vitória de Maduro, já teriam sido apresentadas. Se não foram ainda, é uma confissão da derrota.

O FATO é que grande parte das atas foram reveladas, sim. Após o encerramento das votações, várias atas foram divulgadas publicamente, e todas elas mostravam a vitória esmagadora de Edmundo González. Essas atas deveriam ser enviadas ao CNE, órgão subordinado ao ditador Maduro. No entanto, muitas dessas urnas foram saqueadas e destruídas. Além disso, houve cédulas na eleição que incluíam TREZE vezes o nome de Nicolás Maduro como candidato. E mesmo com todas essas artimanhas, os venezuelanos votaram em peso em Edmundo Gonzalez. Mas… cadê a democracia?

Como se espera de um ditador, o resultado não foi reconhecido, e o governo da Venezuela declarou a vitória de Maduro com 51%, sem nenhum documento que justificasse. E os indícios de fraudes não param. Os resultados oficiais divulgados pelo CNE mostram inconsistências, somando 132,2% dos votos, o que é matematicamente impossível. Outro indicador de fraude foi quando um membro da equipe de Maduro publicou em seu Instagram uma foto das pessoas trabalhando na contagem de votos. Na imagem, apareciam gráficos em várias telas da apuração, que mostravam, mais uma vez, uma vitória esmagadora de Gonzalez. (Anne Dias)

MINISTRO da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, divulgou nesta terça-feira (6) um comunicado conjunto com o Ministério do Interior para negar um pedido feito pela oposição para que as forças de segurança parem com a repressão aos protestos da população venezuelana. “Ratificamos nossa absoluta lealdade a Nicolás Maduro Moros, presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, comandante supremo da Fanb, legitimamente reeleito pelo poder popular e proclamado pelo poder eleitoral para o próximo mandato 2025-2031″, disse o comunicado. Ou seja, a repressão violenta vai continuar!

Na segunda-feira, foi divulgada uma carta dos líderes da oposição na qual reiteraram que o principal bloco contrário ao chavismo obteve 67% dos votos na eleição presidencial, enquanto Maduro atingiu 30%. Porém, lembraram que o ditador se recusa a reconhecer a derrota e tem aumentado a repressão contra o povo venezuelano, que foi às ruas protestar contra Maduro. A carta apela “à consciência dos militares e da polícia para que fiquem ao lado do povo e de suas próprias famílias” e pediram para que cumprissem “com seus deveres institucionais, não reprimam o povo, apoiem-no”. Os que juram “defender a pátria” contra o próprio povo!? Muito triste!

PORTANTO, está cada vez mais claro que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, promoveu eleições fraudadas no último dia 28 de julho. A falta de legitimidade foi atestada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo Carter Center, observador internacional. Os Estados Unidos reconheceram seu oponente como vencedor após ficar demonstrada a contagem de 80% dos boletins de urna. A Argentina seguiu no mesmo sentido. O Brasil até agora não se pronunciou sobre quem considera o vitorioso e sabemos que Lula/PT tem fortes e antigos laços com o ditador da Venezuela. É constrangedor, mas não surpreende. Sempre aliados ao que há de pior no mundo…

Assim que a fraude ficou evidente, lulistas e até alguns jornalistas começaram a dizer que Maduro é de direita!? Caracas! Mas o próprio Maduro gravou um vídeo dizendo que é socialista e de esquerda, como sempre foi. Entre os que dizem que ele é de direita, surge uma tese inacreditável: esquerda seria sinônimo de democracia e direita de ditadura!? Uma manipulação perigosa, pois muita gente pode ser enganada. Veja como existem narrativas maliciosas, como conceitos podem ser manipulados para servir a interesses específicos, mascarando a realidade e confundindo a população. Cuidado! (Madeleine Lacsko)

O GOVERNO dos Estados Unidos pediu para que a Venezuela divulgue as atas de votação das eleições realizadas no último dia 28 de julho e para que o ditador Nicolás Maduro e a oposição, representada pela Plataforma Unitária Democrática (PUD), iniciem conversas para uma “transição democrática” no país. Os EUA, que reconhecem o opositor Edmundo González como o vencedor das eleições, reafirmaram sua posição, com o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, dizendo que “se você observar as contagens que a oposição tornou públicas, é evidente que mesmo se todos os votos pendentes fossem para Maduro, não seriam suficientes.”

“Continuamos instando os partidos venezuelanos a iniciarem conversas sobre uma transição pacífica de retorno às normas democráticas”, afirmou Miller. “Continuamos pedindo transparência e a publicação dos detalhes da contagem de votos, embora reconheçamos que se passou mais de uma semana desde as eleições e que a publicação desses votos exigiria uma auditoria minuciosa, dada a potencial manipulação dentro desse período”, acrescentou. González reiterou sua vitória nas eleições, afirmando que “obtivemos 67% dos votos, enquanto Maduro obteve 30%. Essa é a expressão da vontade popular. Vencemos em todos os estados do país”.

ATÉ AS PEDRAS sabem que houve fraude eleitoral na Venezuela. Maduro perseguiu, intimidou, prendeu, usou capangas, expulsou veículos de comunicação do país e apelou para o voto de cabresto. Tudo uma farsa tremenda, sem qualquer legitimidade. Mas o PT parabenizou o ditador pela vitória “limpa”. Claro! O PT considera a eleição brasileira, que recolocou “o ladrão na cena do crime”, como diria Alckmin, uma eleição “limpa”. Lula/PT e esquerda em geral consideram que há democracia “relativa” na Venezuela. É a farsa “tucanopetista” em nosso país. Afinal, por onde andam aqueles que assinaram cartinha para “salvar a democracia”, ao lado do PT? Por onde anda a ONU, aliás? Ernesto Araújo respondeu: “Em lugar nenhum. Pois a Agenda 2030 simplesmente não contempla a democracia. Então, quando quiserem saber como será a ‘governança global’ dos multilateralistas, olhem para estas cenas da Venezuela: os tiranos batendo, os povos apanhando e arriscando a própria vida por um último sopro de liberdade, e as instituições globais não fazendo absolutamente nada.” Triste realidade! Ou se reage com toda força contra comunistas, ou o resultado será miséria e escravidão. Sempre! (Rodrigo Constantino)

Fonte: Dourados News

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias