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Emma Hayes: a calmaria depois da tormenta

12/08/2024 às 19:17
3 min de leitura

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A seleção feminina dos Estados Unidos vinha de sua pior campanha na história das Copas do Mundo. A eliminação para a Suécia nos pênaltis ligou um sinal de alerta: era o momento de mudança. Uma mulher teve a coragem para ser a líder nessa transformação: Emma Hayes, que colocou fim a um ciclo que outrora fora vitorioso para iniciar mais um período dourado para os EUA, que culminou com o ouro em Paris. 

A escolha por Emma havia sido feita ainda em 2023. Mas a treinadora ainda cumpriu seus compromissos com o Chelsea antes de assumir os Estados Unidos. A seleção mais tradicional do futebol feminino esperou meses pela comandante. Os Jogos Olímpicos foram o primeiro torneio de Hayes 100% focada no futebol de seleções, após uma passagem vitoriosa em Londres. 

A primeira decisão difícil foi feita justamente na convocação para as Olimpíadas. Veio em uma espécie de recado: o trabalho marcaria o começo de um novo ciclo. Hayes deixou de fora da lista Alex Morgan, uma das maiores jogadores de futebol, que se mostrou desapontada com a não-convocação. 

“Hoje, eu estou desapontada por não ter a oportunidade de defender o meu país nas Olimpíadas. Esse sempre foi o torneio que mais perto do meu coração esteve, que eu me orgulhei sempre de participar”, escreveu Morgan em suas redes sociais após a lista ser divulgada. 

Cinco anos mais nova que Alex Morgan, Lindsey Horan virou a capitã do time. Craque do Lyon, a camisa 10 comprou o projeto de Hayes e vê muito potencial no elenco para os próximos anos. 

“Meu pai, a forma como o time já está agora, e vendo o potencial para 2027… É muito empolgante!”, disse a jogadora após a conquista do ouro em Paris. 

Em pouco tempo, Hayes já conseguiu mudar muita coisa. Do clima no vestiário, que ficou mais leve, descontraído, até a estruturação tática da equipe. Na última Copa Ouro, ainda sob o comando de Twila Kilgore no lugar de Hayes, os Estados Unidos encontraram no duplo-pivô entre Samantha Coffey e Korbin Albert a solução para soltar o time. 

O 4-2-3-1, com mais liberdade para Horan como 10, funcionou também na França. Os Estados Unidos venceram todos os jogos da Olimpíada, marcando 12 gols e sofrendo apenas dois. O mata-mata foi sofrido, com três vitórias por 1 a 0, duas delas na prorrogação, mas Hayes fez o que mais queria: colocou, de novo, o país nos holofotes. E está apenas começando… 

“Nós ganhamos a medalha de ouro, mas não significa que acabou aqui. Queremos muito mais. Estamos apenas no começo. Apenas 75 dias aqui, bebê”, disse a comandante, em tom descontraído, com sorriso dourado. 

Emma Hayes assumiu, de fato, o comando dos Estados Unidos no fim do maio, ainda sem conseguir empacotar suas coisas em Londres. Chegou em meio a tormenta, mas trouxe a calmaria. 

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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