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O recado do Bayer Leverkusen de Xabi Alonso

20/08/2024 às 08:01
3 min de leitura

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A temporada do futebol começou com título do Bayer Leverkusen, da mesma forma que terminou a última. Mas, acima de tudo, além do troféu, a equipe de Xabi Alonso mandou um recado importante para os concorrentes: não vai diminuir o ritmo após a temporada quase imaculada que fez. 

O jogo contra o Stuttgart foi o grande exemplo. Os Farmacêuticos começaram atuando no 3-5-2 de costume, porém com algumas novidades: Jeanuël Belocian, jovem francês que veio do Rennes, começou na ala esquerda, e Aleix Vidal, destaque com o Girona, no meio com Martin Terrier, também ex-Rennes. 

O DNA do time seguiu o mesmo, e o coração continuou a bater no ritmo de Granit Xhaka, com um jogo pelas alas muito forte e uma bola parada mortal. Na sequência de um escanteio, Aleix cruzou da esquerda, Tapsoba ajeitou para o meio e Boniface empurrou para dentro. O caminho estava aberto. 

Mas o Stuttgart soube reagir, usou bem sua transição rápida e empatou com Enzo Millot, que promete protagonismo nessa temporada. Foi ainda no primeiro tempo que o cenário mudou: aos 37 minutos, Martin Terrier chegou por cima em dividida e acabou expulso do campo. Com os acréscimos, o time de Xabi Alonso jogou cerca de uma hora com um homem a menos. 

E jogar com um homem a menos na Alemanha, que tem um jogo característico por marcações altas, com linhas bem adiantadas, e transições muito rápidas, pode ser fatal. Xabi tentou reestruturar a equipe com a entrada de Jonathan Tah na vaga de Boniface. Perdeu o 9 referência, um jogador sem tanta mobilidade, e colocou  Adli como homem mais adiantado, mas também comprometido com a fase defensiva, que era marcada por um 5-3-1, agora com Andrich avançado ao meio. 

O Leverkusen não sustentou o início de trocação do segundo tempo: em transição rápida, Mittelstadt conseguiu mandar na área para Deniz Undav empurrar para dentro. Eram 18 do segundo tempo. O quadro parecia imutável. 

Mas nada é impossível para o time que, tantas vezes, fez milagre na temporada passada. Para o time que virou diversos jogos nos acréscimos. Que superou diversos momentos adversos. Os alas titulares entraram no segundo tempo: primeiro Frimpong, depois Grimaldo. Patrick Schick, no lugar de Adli, voltou a dar uma referência ofensiva mais sólida. E Wirtz, bem… Foi Wirtz. 

s Farmacêuticos foram para a pressão. Com agressividade nas abordagens aos lances, compactação e disciplina, pareciam não estar com dez homens em campo, mas 12, 13… Era o Stuttgart que parecia ter um a menos. 

O gol de empate, já faltando dois minutos para o fim, saiu com a criação de uma superioridade numérica pelo meio usando um ala (Grimaldo), e com um zagueiro (Hincapié) aberto na canhota. Após troca de passes com Xhaka e Wirtz, Grimaldo mandou na frente para Schick, que saiu na cara do gol, tirou do goleiro e deixou tudo igual. Nos pênaltis, o Leverkusen foi supercampeão alemão. 

A temporada do futebol alemão começa com uma promessa: para vencer do Bayer Leverkusen, de Xabi Alonso, será preciso muito. O time vem com reforços que qualificaram o elenco, um maior entendimento com relação ao modelo de jogo e com a mesma fome de quem estava há tantas décadas sem título…

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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