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Em Brasília, Governos de MS e da Amazônia discutem combate aos incêndios florestais

22/08/2024 às 09:26
3 min de leitura

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Incêndios florestais atingem mais de 1,4 milhão de hectares no Pantanal e 59 mil focos de queimadas são registrados na Amazônia

Em meio à pior estiagem das últimas décadas, o combate aos incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal foi o tema central de uma reunião realizada nesta quarta-feira (21) entre os governadores Eduardo Riedel (MS), Antônio Denarium (RR), Wilson Lima (AM), Gladson Cameli (AC) e Carlos Brandão (MA), em Brasília. O encontro contou com a participação de seis ministros do governo federal, incluindo Rui Costa (Casa Civil) e Marina Silva (Meio Ambiente).

Em Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel destacou a gravidade da situação no Pantanal, onde as queimadas já consumiram cerca de 1,5 milhão de hectares, representando 15% da área do bioma no estado. “O Pantanal já sofreu bastante, e com as previsões de baixos índices de chuva, nossas forças estão mobilizadas, com apoio do Governo Federal”, afirmou Riedel.

Mais de 500 bombeiros militares, policiais, brigadistas e integrantes das Forças Armadas estão envolvidos no combate às chamas no Pantanal, em uma operação que foi planejada desde o início do ano, prevendo a seca mais severa em 70 anos.

Estratégias para o Combate

O governo federal anunciou a criação de frentes de atuação em regiões amazônicas que concentram o maior número de incêndios. André Lima, secretário extraordinário de Controle de Desmatamento, detalhou que 21 municípios na Amazônia concentram 50% dos focos de queimadas, com prioridade para áreas ao longo das rodovias BR-319, BR-230 (Transamazônica) e BR-163, nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia. Bases multiagências serão instaladas nessas regiões, com a participação de órgãos federais e estaduais, como Ibama, ICMBio, Funai, e polícias locais.

Atualmente, cerca de 1,4 mil brigadistas estão combatendo mais de 360 frentes de incêndio na Amazônia. Desde janeiro, o bioma já registrou mais de 59 mil focos de queimadas, o maior número desde 2010. A fumaça desses incêndios se espalhou por dez estados, afetando também países vizinhos como Peru, Bolívia e Paraguai.

Imagens do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos mostraram a concentração de monóxido de carbono se estendendo por todo o Norte do Brasil e atingindo outras regiões. Em resposta, o Unicef emitiu alertas sobre os riscos à saúde devido à exposição à fumaça.

Próximas Etapas

As próximas semanas serão marcadas pela organização dessas frentes multiagências, coordenadas pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman). O objetivo é intensificar as ações conjuntas entre governos estaduais e federais para conter o avanço dos incêndios e proteger os biomas ameaçados.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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