Colônia Penal de Três Lagoas passa por modernização com foco na segurança e reabilitação
A Colônia Penal Industrial “Paracelso de Lima Vieira Jesus”, unidade masculina de regime semiaberto em Três Lagoas, está em processo de modernização. Com um investimento aproximado de R$ 30.373,00, o projeto visa fortalecer a segurança e infraestrutura da unidade, além de criar novas oportunidades de trabalho para os internos.
A modernização resulta de uma parceria entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o Poder Judiciário, o Conselho da Comunidade e a empresa Mf Com. Incorporadora. As reformas pretendem aprimorar a funcionalidade das instalações, ao mesmo tempo em que oferecem ocupação produtiva e aprendizado para os reeducandos.
Uma inovação no projeto inclui a participação de internos do regime fechado nas atividades de construção e reparo da unidade, mediante autorização judicial. Com a ativação de uma nova empresa no presídio semiaberto, surgem oportunidades de trabalho para os internos do regime fechado, conforme autorizado pela VEPIn (Vara de Execução Penal do Interior) e a 1ª Vara Criminal de Três Lagoas.
De acordo com o diretor da unidade, José Antonio Garcia Sales, a medida foi tomada porque a unidade semiaberta opera com uma capacidade abaixo do limite de custódia, com todos os internos aptos já empregados em atividades laborais que permitem a remição da pena.
Reforço na infraestrutura
As melhorias incluem a substituição das cercas elétricas e concertinas, além de portões antigos que serão reaproveitados com acionamento automático. Serão instaladas novas câmeras de monitoramento e um novo sistema de esgoto será implementado para atender às demandas da unidade. Um muro frontal será construído, acompanhado por um portão de acesso para veículos, garantindo maior segurança e funcionalidade.
Ao final das reformas, os muros e alambrados receberão pintura para proteção adicional e acabamento estético. “Com essas mudanças, a Colônia Penal de Três Lagoas se tornará um ambiente mais seguro e integrado, avançando em direção a um sistema penitenciário mais reabilitador”, concluiu o diretor.
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