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ESPORTES

As mordidas de Luisito fazem escola

25/09/2024 às 06:16
3 min de leitura

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Conhecido mundialmente por sua raça, técnica e faro de gol apurado, Luisito Suárez também virou “referência” em um tipo de ação que imagino que ele não tenha muito orgulho: a de morder adversários.

Neste último fim de semana, no duelo entre Preston e Blackburn, válido pela Championship, segunda divisão inglesa, o atacante Milutin Osmajic, demonstrou seu desejo de seguir os passos do craque uruguaio, mas não pelo talento. Durante confusão generalizada nos instantes finais do jogo, simplesmente lançou uma mordida no pescoço do lateral esquerdo Owen Beck, lembrando os “filmes de vampiro” que costumamos acompanhar na televisão.

Vale lembrar, porém, que o VAR não se faz presente nas divisões inferiores da Inglaterra e o árbitro não conseguiu testemunhar o momento do “ataque” de Milutin “Drácula” Osmajic, que recebeu apenas o cartão amarelo pela confusão.

Do outro lado, Beck, além de levar a mordida, recebeu o cartão vermelho, pois foi responsável pela dura falta que deu início à confusão. Que dia para o defensor dos Rovers…

A história das mordidas do “precursor” Luisito Suárez começou em 2010, num clássico holandês entre Ajax e PSV, quando o uruguaio resolveu demonstrar sua raiva e insatisfação com o adversário Otman Bakkal com uma bela de uma mordida na região do ombro… A ação do uruguaio lhe custou uma punição de sete jogos de suspensão na Eredivisie.

Momentos depois, perguntado sobre o motivo da “abocanhada”, Suárez simplesmente respondeu que foi uma forma de reagir ao excesso de faltas que Bakkal vinha cometendo durante o jogo. Ou seja, ficou o recado: “Faça muitas faltas e leve uma dentada”.

Pensa que parou por aí? Negativo! Depois do destaque obtido com a camisa do Ajax (com a boca, mas também com a bola nos pés), Luisito Suárez foi brilhar na Premier League, vestindo agora as cores do Liverpool. 

Já ambientado na nova casa, Suárez decidiu dar continuidade à “saga Crepúsculo”. Durante o ano de 2013, em duelo enroscado contra o Chelsea, o camisa 9 perdeu uma dividida contra Ivanovic na área e resolveu retribuir o desarme do sérvio com uma bela “mastigada”.

O problema é que o impulso quase canino do uruguaio custou ainda mais caro desta vez. Com a clareza dos lances, flagrados pelas câmeras da transmissão da partida, a FA, federação que controla o futebol inglês, não ficou inerte e decidiu punir o jogador com dez jogos de suspensão.

A última mordida oficial de Luisito, a menos dentro das quatro linhas, foi justamente na maior competição de seleções deste esporte: a Copa do Mundo. E, de brinde, aconteceu no Brasil.

No fatídico dia 24 de junho de 2014, na Arena das Dunas, no Rio Grande do Norte, a seleção do Uruguai encarava a Itália, ainda pela fase de grupos, quando Luis Suárez, em mais um ataque inesperado de fúria, abocanhou o ombro esquerdo de Chiellini em uma disputa na área.

A icônica mordida pouco foi notada, apesar de todo protesto do defensor italiano e das marcas em seu corpo, e a Celeste Olímpica ainda venceu a partida com um gol na sequência desse acontecimento, carimbando a classificação para o mata-mata e mandando a Azzurra de volta para casa. 

Mesmo “funcionando” no momento, esta última mordida de Suárez foi a que lhe rendeu a maior consequência. A Fifa julgou e puniu o uruguaio com a suspensão de nove jogos e afastou o centroavante por quatro meses de qualquer atividade que tivesse relação com o futebol.

Hoje, mais experiente, certamente Luis Suárez aprendeu com tudo isso e se tornou um jogador mais consciente. Ainda assim, se me derem a chance de encerrar com um conselho: nunca irritem o Luisito, mantenham uma distância segura e, de preferência, tenham a vacina antirrábica em dia.

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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