Brasil coloca fim a espera, derruba a Argentina e conquista o hexa da Copa do Mundo
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Foram 12 anos de espera. Duas eliminações dolorosas nos últimos Mundiais e um jejum que parecia não ter fim. Seja o octa, contando os títulos da FIFUSA, ou o hexa, somando apenas a FIFA, o Brasil perseguiu a retomada da hegemonia do futsal e, finalmente, reconquistou neste domingo (6).
A campanha perfeita até a decisão recebeu como último capítulo uma final épica, a maior da história da Copa do Mundo de Futsal. No Uzbequistão, o Brasil derrubou a Argentina com uma atuação perfeita, individualmente e coletivamente, venceu por 2 a 1 e voltou a ser dono do mundo.
A seleção brasileira chegou para a decisão da Copa do Mundo com referências descontadas, mas nenhum desfalque e todos os jogadores à disposição de Marquinhos Xavier. Contra a experiente Argentina, Marquinhos Xavier não abriu mão de um pivô e usou seus homens de confiança para espaçar a quadra e aproveitar os espaços deixados pela marcação alta adversária.
Rafa Santos iniciou a partida, brigou com os Hermanos, mas não conseguiu criar com perigo. Vendo a estratégia ser amadurecida, o técnico da seleção brasileira mandou Ferrão para a quadra e começou a derrubar a fortaleza albiceleste. Na primeira bola recebida, o camisa 11 ganhou de Plaza, entrou cara a cara com Sarmiento e acabou calçado na hora da finalização.
O Brasil seguiu rodando quartetos e aproveitando a qualidade dos pivôs para criar as chances mais claras. Embora a força do jogo coletivo, a Canarinho abriu o placar com outra das suas virtudes: a individualidade. Leandro Lino chamou a bola na ala esquerda, enganou o marcador com uma pisada falsa e cavou a falta no lado da área. Entrou em ação a eficiência da bola parada. Marcênio fingiu tocar no meio e achou Ferrão no segundo poste para empurrar nas redes: 1 a 0.
No esforço para mandar nas redes, Ferrão sentiu lesão muscular e precisou deixar a quadra para a entrada de Pito. Na saída de bola, a Argentina criou sua primeira oportunidade e Willian fez o seu primeiro milagre. Frente a frente com Alan Brandi, o goleiro brasileiro ficou gigante e salvou o empate.
Como esperado, a Albiceleste cresceu depois da desvantagem e passou a controlar a posse de bola. Apostando também no jogo forte dos seus pivôs, a Argentina complicou a vida da marcação brasileira e passou a obrigar milagres constantes de Willian. Arrieta, Borruto, Taborta, os principais finalizadores argentinos tentaram furar a meta brasileira, mas o goleiro, ex-JEC, armou um muro e justificou o prêmio recebido de melhor arqueiro do mundo.
A confiança respaldada por Willian fez o Brasil encontrar um contragolpe letal ainda no primeiro tempo e desafogar a pressão adversária. A jogada começou pela direita. Marcel disparou pela ala, canetou o marcador e abriu na esquerda. Felipe Valério ajeitou com carinho e soltou uma pedrada, que Sarmiento não conseguiu segurar e espalmou em cima de Rafa Santos. O pivô, no lugar certo e na hora certa, só esperou a bola bater na sua perna e morrer no fundo das redes.
Na volta para o segundo tempo, o Brasil diminuiu a pressão argentina e conseguiu valorizar as suas posses. Sempre com a participação ativa dos pivôs, a Canarinho usou o nervosismo adversário para esfriar o jogo e gastar o relógio.
Apesar de minimizar a intensidade da Argentina, a seleção brasileira continuou dependendo de uma atuação de gala do seu goleiro. A Albiceleste permaneceu achando espaços para finalizar e Willian sempre esteve lá.
Faltando seis minutos para o fim, Lucuix acabou com a sua paciência e mandou o goleiro-linha para quadra. Nas primeiras iniciativas, o Brasil travou os chutes da Argentina, mas os Hermanos acharam o antídoto nos minutos finais e passaram a finalizar com ainda mais perigo contra a meta brasileira.
Faltando dois minutos para o fim, Matías Rosa chutou duas vezes, livre na frente da área. Na primeira parou em Willian e na segunda contou com um desvio em Dyego para estufar as redes, aumentando o drama final.
Nos segundos finais, a Argentina foi para o tudo ou nada e conseguiu sua última chance no ataque decisivo. Claudino, de cara para Willian, parou mais uma vez no paredão brasileiro, que não deixou o título escapar na bola final. Brasil hexacampeão do mundo de futsal.
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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