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Marta e o orgulho de Orlando

07/10/2024 às 06:37
3 min de leitura

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O Orlando Pride vive um momento único na história da franquia. Na National Women’s Soccer League desde 2016, a equipe conquistou, neste fim de semana, o primeiro título da história, a NWSL Shield, com estrela da Rainha Marta. Depois de sucessivos fracassos, o time tenta, enfim, dar “orgulho” para a cidade. 

Em oito temporadas de liga, o Pride só havia chegado aos playoffs uma vez. Em 2017, justamente na primeira temporada de Marta na Flórida. Foi a melhor temporada de Marta na liga, com 13 gols, seis assistências e todo protagonismo na campanha semifinalista. O Orlando caiu para o Portland Thorns, de Christine Sinclair, em goleada por 4 a 1. 

Até 2021, Marta dividiu o protagonismo da franquia com Alex Morgan, que ainda chegou a defender o Tottenham em 2020 e que em 2022 se mudou para San Diego. Juntas, nunca funcionaram como em 2017. As lesões, é verdade, foram um grande empecilho para ambas ao longo dos anos. 

O Orlando Pride, como time, quase nunca funcionou. Apesar das estrelas no ataque, sofria com sistemas defensivos problemáticos. Em 2019, por exemplo, a equipe terminou na lanterna da liga, com a pior defesa disparada: foram 53 gols sofridos em 24 jogos, 17 gols a mais que a segunda pior defesa. 

Na temporada passada, a primeira sem Morgan, o Pride bateu na trave na luta pelo playoff. A sorte começou a mudar… 2024 teve início com série de três empates seguidos. A chave parece ter virado no reencontro com Morgan: vitória por 1 a 0 diante do San Diego Wave. Mesmo sem Marta, o time goleou, em seguida, o North Caroline Courage, bicampeão da liga. O time poderia jogar sem a Rainha. Mas o melhor cenário era tê-la em campo. 

Se Strom e Rafaelle deram consistência defensiva, Barbra Banda, a zambiana que se tornou a primeira jogadora a marcar três hat-tricks nas Olimpíadas, chegou para ser uma referência ofensiva necessária. Até o momento, são 13 gols e seis assistências em 19 jogos na NWSL. A craque africana consegue ser complementada por Adriana, que já somou seis gols. 

Marta, por sua vez, vive sua melhor temporada nos Estados Unidos desde 2017. Já soma oito gols e, aos 38 anos, é a capitã e grande referência técnica da equipe. 

Neste domingo, Marta marcou, de pênalti, o gol que abriu a vitória sobre o Washington Spirit. Adriana fez o segundo gol. O 2 a 0 confirmou, para o Orlando Pride, o título da NWSL Shield, dado a melhor equipe da temporada regular. 

“(O título) Significa demais, trabalhamos muito desde o começo. Esperei tanto por esse momento. Esse time merece. Mostramos o que poderíamos fazer desde o primeiro jogo. E espero que possamos ir por mais!”, disse uma emocionada Marta no pódio antes de erguer o troféu. 

Melhor defesa, com apenas 13 gols sofridos em 23 jogos, o Pride abriu dez pontos de vantagem para a equipe da capital e não pode mais ser alcançado. Vai aos playoffs com vaga direta nas semifinais, como o campeão da temporada regular e perto de fazer ainda mais história. 

Nos três jogos que restam antes dos playoffs, contra Portland Thorns, Gotham FC e Seattle Reign, a equipe da Flórida tentará um feito inédito nos 11 anos de liga: terminar a temporada regular sem nenhuma derrota. 

Se um dia o time chegou a ser saco de pancadas da liga, o Pride, agora, consegue ser o orgulho de Orlando, com o brilho da Rainha Marta. 

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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