Mirassol e Novorizontino caminham para incomodar na Série A
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Nos últimos dias, a possibilidade de Novorizontino e Mirassol garantirem suas vagas na primeira divisão do futebol brasileiro virou tema de discussão nas redes sociais. No debate, muitos amantes de futebol argumentaram preferir que clubes mais tradicionais e com maior torcida estivessem entre os quatro que sobem de divisão.
O argumento usado é que duas equipes que levam pouco torcedores em média ao estádio não seriam boas adições à elite do futebol brasileiro. Em contrapartida, outros clubes que ainda seguem vivos na briga pelo acesso são Vila Nova, Ceará, América Mineiro, Operário, Coritiba e Goiás, com os dois últimos mais distantes.
Mas tudo indica que a maior torcida, tradição, arrecadação e capacidade capitalização não é o suficiente para os clubes que decepcionam na Série B, o que deve levar Mirassol e Novorizontino a cumprir seus objetivos de subir. O trabalho e a pretensão dessas duas equipes do interior paulista não é de hoje. Em 2023, o Tigre foi o quinto colocado e o Leão o sexto, ambos com 63 pontos, e a apenas um ponto de Criciúma e Atlético Goianiense, hoje na Série A.
Na atual Série B, Novorizontino está na terceira posição com 57 pontos e o Mirassol vem logo em seguida com um ponto a menos. Restando cinco rodadas até o fim da competição, estão mais perto do líder Santos (59) do que do quinto colocado Vila Nova (52).
Em um ótimo ano mesmo com leves oscilações, o Novorizontino ainda pode se orgulhar de ser semifinalista do último Campeonato Paulista, estadual mais competitivo (com sobras) do Brasil. O grande trunfo da equipe está na defesa, com 40 gols sofridos na temporada e apenas 28 na Série B. A média é inferior a um gol sofrido por jogo.
O Mirassol é outra equipe que tem a defesa como seu principal trunfo na briga por uma vaga na elite. Na Série B, são 24 gols sofridos nas 33 rodadas, a melhor defesa na competição. Levou três gols recentemente na derrota para o Santos, mas nos outros cinco jogos das últimas rodadas saiu sem ser vazado. Essa sequência foi importante já que teve jogos diretos contra Novorizontino e Vila Nova (venceu), e Sport (empatou).
Ora, diante desse desempenho que vai além de um único ano bom, o que deixa de indicar Mirassol e Novorizontino para suas estreias na primeira divisão?
Mirassol e Novorizontino levam 3 mil e 2,7 mil pessoas por jogo, respectivamente. Os dados são do ‘Blog do Ranking da CBF’. Na primeira divisão, esses números seriam os piores, atrás de Bragantino e Cuiabá, que levam em média 5 mil torcedores por jogo. No entanto, a média dessas equipes é maior do que a do América Mineiro, que costumeiramente está na primeira divisão.
Outro ponto a se considerar é que Mirassol e Novorizontino estão longe dos grandes centros. De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, a cidade de Mirassol tem 63.337 habitantes. O mesmo censo aponta que a cidade de Novo Horizonte tinha naquele ano 38.324 habitantes. Existem estádios no país que cabem as populações inteiras dessas cidades.
É muito bonito ter grandes festas e ver na Série A equipes como Ceará, Coritiba, Paysandu, Santa Cruz sempre vai ter um tempero especial. Mas não dá para deixar de parabenizar bons trabalhos e novas histórias sendo construídas no futebol brasileiro.
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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