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Mistura de Drogas Conhecida como “Cocaína Rosa” Ameaça a Segurança em Clubes dos EUA

29/10/2024 às 10:03
3 min de leitura
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Droga popular nas festas contém substâncias perigosas como ketamina e outras psicoativas, e preocupa especialistas pela sua composição imprevisível

Um pó conhecido como “cocaína rosa” – uma combinação de várias drogas que muda conforme o lote – tornou-se uma perigosa e popular substância recreativa nas festas e clubes de várias cidades dos Estados Unidos. De acordo com a Administração para o Controle de Drogas (DEA) e especialistas em epidemiologia, a mistura tem atraído um número crescente de jovens e traz sérios riscos à saúde.

Estudos mostram que a maioria das amostras de “cocaína rosa” combina uma droga estimulante com uma depressora. Geralmente, inclui ketamina, um anestésico dissociativo com efeitos alucinógenos, além de outras substâncias como êxtase, metanfetamina, opiáceos e sais de banho. Segundo a epidemiologista Linda Cottler, da Universidade da Flórida, a baixa custo da droga impulsiona o consumo.

Joseph Palamar, pesquisador de drogas de festa do NYU Langone Health, explica que o nome “cocaína rosa” é incorreto, pois a mistura raramente inclui cocaína e geralmente é tingida de rosa com corante alimentício. Conhecida também como tusi, surgiu na Colômbia, inspirada no composto sintético “2C-B” desenvolvido pelo cientista Alexander Shulgin, ainda que dificilmente contenha o composto original.

“A ketamina vai ultrapassar o êxtase em breve, e o uso do tusi deve aumentar rapidamente”, afirmou Palamar. O aumento de sua presença nos EUA, conforme a DEA, inclui comércio online e redes sociais, além de sinais de envolvimento do cartel de Sinaloa, que tem expandido a fabricação e o tráfico da mistura.

Especialistas também apontam a droga como causa de efeitos preocupantes, como amnésia, o que facilita seu uso em crimes de abuso em encontros. A promotora Bridget Brennan, de Nova York, afirmou: “Essa mistura é perigosa pois permite que o usuário entre em um estado dissociativo, onde perde a percepção de realidade”.

Casos recentes mostram o impacto devastador da cocaína rosa. Em setembro, após a prisão do empresário musical Sean Combs, autoridades encontraram o pó rosa em seu quarto de hotel em Nova York. E, em agosto, a influenciadora Maecee Marie Lathers confessou ter usado a substância antes de um acidente de carro que tirou a vida de duas pessoas em Miami.

Para Cottler, a droga é atualmente uma das mais arriscadas nos clubes, pois a composição desconhecida coloca os usuários em risco constante. “Basta um traficante adicionar fentanil a um lote de tusi”, alertou Palamar, “e pode haver uma tragédia de grande escala”.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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