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O xeque-mate de Slot em Guardiola

02/12/2024 às 20:54
3 min de leitura

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Manchester City e Liverpool, no fim de semana, foi um jogo de xadrez. Dos que Pep Guardiola teria gostado de jogar se o resultado fosse outro. Mas quem viu através do prisma tático conseguiu tirar insights poderosos dos 90 minutos. 

A estratégia inicial de Pep foi sufocar a saída de bola do rival com van Dijk. Tanto que Joe Gomez teve mais participação na primeira fase de construção que o holandês. O plano A de Slot, de construir a partir de van Dijk, não teve chance. Assim como os meias tampouco conseguiram aparecer como opções de passe. 

Pep procurou ceifar o jogo no corredor central do rival, fechando linhas de passe e “tirando” da primeira fase de construção Gravenberch, Szoboszlai e Mac Allister. O jogo apoiado não funcionaria. E o plano B do ex-técnico do Feyenoord foi precioso e preciso. 

Os Reds conseguiram atrair a pressão rival, com Matheus Nunes se juntando a Haaland e Foden para pressionar os zagueiros, e então buscar um jogo mais direto com Salah como alvo de passes longos, geralmente de Kelleher. O egípcio conseguia, com a companhia de Alexander-Arnold, criar superioridade numérica pelo lado direito. 

Salah trabalhou muito bem de pivô, de costas para o gol, para construir as jogadas ofensivas com Arnold, que ganhou protagonismo na fase ofensiva, e também recebendo em velocidade nas costas da defesa. 

A movimentação do xeque-mate, entretanto, talvez tenha sido através da mobilidade de Luís Díaz e Gakpo, que revezaram como falso 9. O movimento recuado e alternado dos atacantes também ajudou os Reds a ganhar mais as segundas bolas e, ainda, foi importante para criar superioridade numérica pela direita, o que confundiu a marcação do City na marcação do jogador que pisaria na área para aparecer por dentro como opção de passe para Salah. 

A presença de um falso nove recuado, para brigar pela segunda bola, e de Salah como alvo da ligação direta de Kelleher, atraiu Akanji para marcar o egípcio e, também, Aké para acompanhar o atacante que descia. Abria, portanto, espaço para o outro atacante, ou mesmo Salah, avançar no espaço deixado no meio por Aké. 

O ataque aos espaços deixados nas costas dos defensores derrubou a “muralha de Guardiola”. O primeiro gol do Liverpool saiu quando Arnold apareceu como opção de passe na frente de van Dijk, girou rápido com um domínio orientado e achou um excelente lançamento para Salah, nas costas de Akanji. Díaz se apresentou por dentro, como o 9 que antes era falso, e Gakpo infiltrou na canhota para abrir o placar. 

Na organização defensiva, o Liverpool marcou em 4-2-4 e conseguiu uma pressão alta eficaz para, de novo, superar uma das estratégias de Pep: povoar o meio-campo. A bola não chegava no meio, com linhas de passe bem fechadas. O pênalti do segundo gol dos Reds foi um misto de tudo: Kelleher buscou a ligação direta, a defesa do City falhou em afastar a bola e Díaz roubou, avançou pelo meio e foi derrubado na área. Salah abriu 2 a 0. 

No segundo tempo, Guardiola tentou a saída com Gündogan mais aberto na esquerda, para aparecer como opção de passe para uma ligação em passe médio de Ortega. Mas o City só cresceu quando conseguiu achar o jogo nos corredores laterais com as entradas de Savinho e Doku, com maior capacidade no 1 contra 1. Algo que também fez com que Arnold avançasse menos para acompanhar Salah. Mas já era tarde demais e o “rei já estava derrubado”. 

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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