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Para alívio das duplas de ataque, o 4-4-2 volta com força

04/02/2025 às 16:50
3 min de leitura

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Independente do que agregam ou deixam de agregar os Estaduais, e aqui a discussão não é essa, 2025 começa a indicar uma tendência tática em 2025. O 4-4-2 parece ganhar força de novo, prometendo duplas de ataque para lá de interessantes no futebol brasileiro. 

No último fim de semana, o Flamengo atropelou o Botafogo na Supercopa com dois gols de Bruno Henrique. Acostumado, durante muito tempo, a fazer dupla de frente com Gabigol, Bruno Henrique achou em Gonzalo Plata um bom parceiro principalmente porque o jogo de ambos encaixa, e muito, na estratégia de um time móvel, intenso e veloz de Filipe Luís. 

Em termos de função, não conseguimos considerar Plata e BH camisas 9. Tampouco pontas, embora já tenham jogado em ambas as posições. São jogadores que encaixam melhor formando uma dupla de ataque. No Flamengo, de Filipe Luís, ambos jogaram como uma espécie de duplo falso 9. 

Isso porque não tinham posições fixas. Quando, por exemplo, joga Pedro, mesmo que com um segundo atacante ao lado, sua movimentação é sempre mais próxima da área, no corredor central. BH e Plata praticamente não tiveram um posicionamento fixo. Tanto que no primeiro gol de BH, Plata apareceu no meio para dar uma casquinha na bola e BH apareceu na direita da área para finalizar com categoria o passe de Michael. 

Interessante a movimentação de Plata e BH no fim de semana. O lance do segundo gol deixa claro a falta de posição fixa de ambos. Movimentação no corredor central. Um atrai a marcação, outro ataca o espaço. Muito positivo o início de trabalho de Felipe Luis no Flamengo. pic.twitter.com/0NbEeouCee

Ok, o equatoriano, sempre que possível, caiu pela direita para criar linhas de passe para Wesley e Gerson. BH fez o mesmo do outro lado. Mas sempre em coordenação para atacar os espaços pelo meio. Nem precisa dizer a importância de ambos para o perde e pressiona de Filipe Luís… 

Ainda no Rio, o Vasco não tem dupla de ataque, mas usa o 4-4-2 na recomposição defensiva justamente para deixar Coutinho, ou Payet, com mais liberdade para resolver as jogadas no último terço. Na formação titular, o 4-3-2-1, com Alex Teixeira e Coutinho atrás de Vegetti, vira 4-4-2 na fase defensiva, e Teixeira volta para recompor na linha de meias e Coutinho fica na frente com Vegetti. 

São Paulo promete, Corinthians já entregou 

No futebol paulista, falamos, inclusive aqui na coluna, sobre como funcionou bem o 4-4-2 do São Paulo contra o Corinthians. Principalmente pela entrega de Oscar e Lucas na recomposição defensiva. Luciano e Calleri já tem entrosamento como dupla de ataque do ano passado… 

 Timão, por sua vez, conseguiu uma grande arrancada na reta final de 2024 com Yuri Alberto e Memphis Depay na frente. No último jogo, manteve o esquema mesmo sem o holandês, com Pedro Raul e Yuri Alberto. 

O 4-4-2 pode ser opção, também, para Abel Ferreira no Palmeiras, principalmente quando Paulinho jogar. O atacante já deixou claro que rende melhor como um segundo atacante, não como um 9, nem como um ponta. Assim como Rony, por exemplo… Abel terá a chance de abrir mão, enfim, do 4-2-3-1. 

Em Minas, tivemos no fim de semana o Cruzeiro usando por alguns minutos Bolasie e Gabigol na frente. São jogadores com características que se complementam, também, e tem tudo para funcionar bem atuando juntos. A Raposa jogou por alguns minutos também no 4-3-1-2, que pode ser saída para Leonardo Jardim aproveitar não apenas os atacantes, mas os meias que terá no elenco. 

No Sul, se por um lado Braithwaite segue como o centroavante fixo do 4-2-3-1 do Grêmio, no Inter se fala em uma possível volta da dupla Enner Valencia e Rafael Santos Borré, embora, no passado, os dois não tenham funcionado juntos (por se tratar de dois atacantes mais fixos). 

No Bahia, a falta de um 9 de referência foi o grande Calcanhar de Aquiles em 2024. Thaciano, hoje no Santos, chegou a jogar de falso 9. Para a nova temporada, o Tricolor apostou na chegada de Willian José, e com Lucho Rodríguez no elenco, fica claro que Ceni pode ter no 4-4-2 uma boa arma. Até para conseguir aproveitar Éverton Ribeiro e Ademir mais pelos lados. 

Depois de o 4-2-3-1 passar vários anos como tendência, e de o 4-3-3 se mostrar perfeito para o desenvolvimento do jogo de posição tão famoso, o 4-4-2 retoma espaço e promete entregar ao Brasil boas duplas de ataque. Para matarmos um pouco a saudade dos tempos de um Bebeto e Romário, Rivaldo e Ronaldo…

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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