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Equador vai às urnas para eleger novo presidente neste domingo

07/02/2025 às 08:11
3 min de leitura
Luisa González e Daniel Noboa

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Disputa acirrada entre Daniel Noboa e Luisa Gonzales reflete um país dividido; pleito ocorre neste domingo (9)

O Equador enfrenta um momento decisivo com a eleição presidencial marcada para este domingo (9), em um cenário de crescente polarização política e uma grave crise de segurança pública. Dezesseis candidatos estão na disputa, mas o foco está na acirrada competição entre o atual presidente, Daniel Noboa, do partido ADN, e a candidata da oposição, Luisa Gonzales, do movimento Revolução Cidadã, apoiada pelo ex-presidente Rafael Correa.

Daniel Noboa, que assumiu o cargo em novembro de 2023 após vencer Gonzales em eleições extraordinárias, busca a reeleição para concluir o mandato iniciado por Guillermo Lasso. Lasso antecipou o pleito ao dissolver o Congresso, evitando um processo de destituição. Com apenas 37 anos, Noboa é um dos líderes mais jovens do mundo e ganhou popularidade com sua postura firme no combate ao tráfico de drogas, um dos principais desafios do país.

Por outro lado, Luisa Gonzales tenta fazer história como a primeira mulher eleita presidente do Equador. Embora conte com o apoio de Rafael Correa, que vive na Bélgica desde 2017 e foi condenado por corrupção, Gonzales tenta se distanciar das controvérsias que cercam o ex-presidente. Sua campanha é focada em propostas de segurança e defesa dos direitos humanos, representando uma alternativa para aqueles que desejam uma mudança de rumo político.

Além dos dois principais candidatos, André Gonzales também disputa a presidência, mas com chances limitadas de vitória. Ela foi companheira de chapa de Fernando Villavicencio, ex-candidato assassinado em 2023, um crime que chocou o país e expôs a fragilidade da segurança nacional. Desde então, mais de 30 políticos foram mortos, aumentando o clima de tensão e incerteza.

As pesquisas indicam a possibilidade de um segundo turno, o que pode prolongar a instabilidade política até abril, quando o novo presidente será finalmente conhecido. O resultado das urnas será crucial para definir o futuro de um Equador dividido entre promessas de segurança, estabilidade e mudança.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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