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Bahia, a alguns dias do sonho de 36 anos

15/02/2025 às 14:50
3 min de leitura

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Daqui a poucos dias, o Bahia entrará em campo em uma partida oficial da Copa Libertadores da América e encerrará uma longa caminhada de 36 anos longe da competição. O duelo, na terça-feira, 18, será na Bolívia contra o The Strongest, pela segunda fase (antes conhecida como pré-Libertadores). A partida de volta, na Arena Fonte Nova, está marcada para o dia 25. 

O Bahia conseguiu o retorno à Libertadores ao terminar o último Campeonato Brasileiro na oitava posição, na sua melhor campanha no modelo de pontos corridos. O bicampeão nacional tenta retomar seus dias de glória tendo por trás o investimento do Grupo City, dono de dezenas de clubes, incluindo o poderoso Manchester City. 

“Em 2022, o Bahia subiu, em 2023 permaneceu na Série A, e em 2024 se classificou para a Libertadores. Não podemos nos acomodar. Precisamos nos acostumar a vencer”, disse o técnico Rogério Ceni após a conquista da vaga na competição internacional. Vale lembrar que se avançar contra o The Strongest, o Bahia ainda terá um duelo contra Boston River (URU) ou Ñublense (CHI) para acessar a fase de grupos. 

Na primeira partida nesta volta a Libertadores, o Bahia terá como grande desafio a altitude boliviana, que deve transformar o modesto elenco do The Strongest em uma equipe capaz de causar muitos problemas. O duelo será disputado a 3.600 metros acima do nível do mar, o que exige uma preparação específica para minimizar os efeitos da altitude.

O Tricolor já traçou seu planejamento para a partida, deve permanecer em Santa Cruz de La Sierra e viajar para La Paz poucas horas antes do jogo, reduzindo o tempo de exposição aos efeitos da menor concentração de oxigênio.

“Está sendo feita uma preparação pós-treino, pós-jogo, com máscaras, tudo, para tentar simular um pouco da perda de oxigênio. Não sei se funciona ou não, não tive a experiência. Se ganha funciona, se não ganha não funciona. Vamos chegar em cima da hora do jogo, vamos ficar provavelmente em Santa Cruz de La Sierra, onde pousamos e chegamos poucas horas antes do jogo para ter o menor efeito possível”, explicou Ceni.

“O pessoal da fisiologia, da performance e saúde estão fazendo um trabalho diferenciado. Eu já havia tido a oportunidade de jogar na altitude. Nunca tinha feito nenhum trabalho especial, a não ser chegar somente no dia do jogo. Tive alguns sintomas, nada demais. Temos que pensar o mínimo possível sobre isso, nesse caso o mental conta muito. É tentar agir o mais natural possível, com a preparação e a logística que vai ser feita”, apontou o goleiro Danilo Fernandes. 

Além disso, a ideia é que para o jogo da altitude, seja priorizada a presença de jogadores de maior imposição física. Já na volta em Salvador, Ceni deve escolher atletas de maior capacidade técnica. ‘“E para o jogo da volta, depois, pode mudar a característica, onde você é mais dominante”, falou o treinador.

Nesse cenário, dá para imaginar no duelo de ida, a presença de um meio de campo mais físico, com destaque para Rezende, Acevedo, Jean Lucas e Erick. Cauly e Everton Ribeiro dificilmente jogariam juntos, já que Caio Alexandre parece indiscutível no time titular. No ataque, os bons momentos de Ademir e Erick Pulga reforçam a ideia de um time que vai buscar a velocidade. Definitivamente como 9, Lucho Rodriguez também tem grande início de temporada com 4 gols em 3 jogos. 

O trio de ataque, carinhosamente batizado pelos torcedores como PAL vive grande inicio de temporada. Lucho Rodriguez soma 5 gols 1 assistência em 6 jogos. Erick Pulga até aqui tem 4 gols e 2 assistências em 6 jogos. Já Ademir é o grande garçom, com 5 assistências e 1 gol em 5 partidas. 

As dúvidas ficariam para o gol, já que o Bahia mesclou a equipe em praticamente todos os jogos. Com base no Ba-Vi do início do mês, o veterano Danilo Fernandes parece na frente de Marcos Felipe. Na lateral-direita, Arias foi titular em 2024, mas está recém-recuperado de lesão e pode ver Gilberto jogar. O mesmo acontece no miolo de zaga, com Gabriel Xavier sem ritmo de jogo e o argentino Ramos Mingo podendo fazer dupla com Kanu. 

Retrospecto na Libertadores

O Bahia foi o primeiro clube brasileiro a disputar a Libertadores, marcando presença na competição em 1964. Em seguida, também participou em 1964, ano seguinte a ser vice-campeão brasileiro, e 1989, depois do seu bicampeonato nacional. Em 1989, a Libertadores tinha o formato muito parecido com o atual, apenas com três grupos a menos. O Tricolor fez boa campanha e por pouco não foi ainda mais longe.

Naquele ano, o Bahia terminou a fase de grupos invicto e na liderança do Grupo 2 da Libertadores. Foram 4 vitórias e 2 empates, resultando em 10 pontos conquistados (a conta não está errada, a vitória valia 2 pontos). O Tricolor venceu o Internacional duas vezes, além de ter vencido Atlético Tachira e Marítimo… 

Nas oitavas de final, o Bahia enfrentou o Universitário. No jogo de ida, no Peru, arrancou um empate em 1 a 1, com gol de Osmar. Na volta, na Fonte Nova, abriu o placar cedo com Marquinho, levou o empate, mas conquistou a vitória por 2 a 1, com gol de Charles. 

Então o Bahia foi para as quartas de final e teve pela frente o Internacional. Naquele mesmo ano, o Tricolor havia conquistado o Campeonato Brasileiro (as finais foram disputadas em 1989) contra o próprio Colorado e vinha de duas vitórias na mesma Libertadores. Contudo, dessa vez, o resultado foi diferente. Após a derrota por 1 a 0 no Beira-Rio, o Esquadrão não conseguiu marcar na volta e amargou a eliminação. 

A última escalação do Bahia na Libertadores teve: Tarantini, Paulo Róbson, Claudir, Wagner Basílio, João Marcelo, Paulo Rodrigues, Gil Baiano, Charles, Osmar, Zé Carlos e Sandro. O técnico era o lendário Evaristo de Macedo. 

O dia 26 de abril de 1989 foi a última vez que o Bahia jogou uma partida de Libertadores, o que está prestes a mudar. 

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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