Náutico e Santa Cruz, SAFs e protagonismo
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Inegavelmente Náutico e Santa Cruz estão entre os clubes mais tradicionais e populares do Brasil. Mas a força das torcidas e conquistas do passado não refletem a história recentes dessas duas instituições de Pernambuco. A mudança, no entanto, pode estar perto com a chegada de SAFs dos dois lados do Recife.
Nesta semana, o Náutico anunciou aos torcedores ter recebido uma proposta vinculante do Consórcio Timbu, formado por um grupo de investidores com a expectativa de gastar pouco mais de R$ 1 bilhãos em investimentos para assumir 90% das ações da Sociedade Anônima de Futebol do clube.
Esse valor confirmado pelo Náutico é o mínimo para investimento em um período de 10 anos. O aporte seria dividido da seguinte maneira: R$ 400 milhões no futebol (profissional, base, feminino e futsal), contratações de jogadores, pagamento de salários e melhorias estruturais no departamento; R$ 250 milhões para pagamentos das dividas fiscais e trabalhistas. Além disso, reformas no estádios dos Aflitos, no Centro de Treinamento e na sede social do clube.
Após a compra da SAF, um conselho estratégico será formado com os investidores Cafu (ex-lateral pentancampeão com a seleção), Fransergio Bastos (ex-jogador do Náutico) e Thiago Ribeiro (ex-traffic e ex-presidente do Estoril de Portugal). Abaixo deles será contratado um CEO para gerir o clube.
Após a proposta vinculante, a implementação da SAF acontecerá se houver aprovação do Conselho Deliberativo, e em seguida, da Assembleia Geral de Sócios.
Assista o pronunciamento do residente do clube, Bruno Becker:
O Clube Náutico Capibaribe recebeu, nesta sexta-feira (28), a proposta vinculante para venda de 90% da sua SAF.
Agora, caberá ao Conselho Deliberativo do Náutico a análise para posterior aprovação e, em seguida, enviar para a assembleia geral de sócios.
Saiba mais detalhes no… pic.twitter.com/94jLb2SeL9
A composição da SAF do Santa Cruz é um pouco mais antiga e os investidores já começam a realizar contratações e reformas emergenciais no Arruda. A proposta vinculante foi aprovada ainda no início do ano e a Cobra Coral Participações S/A, grupo liderado por Marcio Cadar e Vinicius Diniz. O compromisso é de investir R$ 1 bilhão em 15 anos.
Oficialmente, os investidores ainda não estão no controle do Santa Cruz, já que aguardam due diligence, processo de troca de contratos, e da homologação da Recuperação Judicial, para assumir definitivamente.
Mas isso não impede o forte investimento e o Santa Cruz surpreendeu nas últimas semanas ao anunciar a contratação do experiente Thiago Galhardo, ainda que disputando a quarta divisão. Outro jogador de renome que chega ao clube é o goleiro Felipe Alves, ex-Fortaleza, São Paulo e com passagem recente pelo Fluminense.
“Nós temos que investir em infraestrutura, temos que investir em time, na verdade o time é a espinha dorsal do clube, investir também na torcida, a torcida não pode ficar de fora desse processo. Obviamente que mesmo sem estarmos ainda na SAF, nós vamos acompanhar de perto esse processo hoje do Santa Cruz, nos colocando à disposição do presidente caso ele queira compartilhar algo com a gente. Isso, evidentemente, é uma coisa que a gente já vai conseguir fazer. Mas a bola ainda está com a associação”, detalhou Márcio Cadar em entrevista ao ge.
O investidor ainda detalhou o investimento de R$ 1 bilhão, apontando que o aporte inicial irá para infraestrutura de time de futebol como emergenciais. “Vai existir uma verba que a gente vai aplicar caso a gente saia da Série D para a Série C, da Série C para Série B… Então, tudo isso entra na questão do bilhão. E isso vai gerando o que? Vai gerando valor para o clube.”
Com investimentos bilionários em médio prazo, Náutico e Santa Cruz tem como missões principais disputar a primeira divisão do futebol brasileiro com frequência. A última vez do Timbu na Elite foi em 2013, quando foi rebaixado como lanterna e com apenas 20 pontos. O clube ainda foi rebaixado da Segundona para a terceira divisão em 2022 e nos últimos dois anos não conseguiu retornar.
Já o Santa Cruz tem participação mais recente na Série A, mas um declínio ainda maior. A última vez na Elite foi em 2016, no time que tinha nomes como Keno e Grafite. A queda para Série C foi logo no ano seguinte e o Santinho amargou a Série D em 2022. Para piorar, ainda ficou sem divisão no ano passado, retornando a quarta divisão somente em 2025.
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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