Medida passa a valer a partir de 10 de abril e setor turístico teme impactos
O governo federal anunciou que, a partir de 10 de abril, voltará a exigir visto de entrada para turistas provenientes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. A medida reverte a política adotada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia suspendido a exigência de visto para esses países com o objetivo de impulsionar o turismo no Brasil.
A decisão segue a lei da reciprocidade, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece que o Brasil deve exigir visto de países que também impõem essa exigência aos brasileiros.
Durante o primeiro ano do governo Lula, a isenção foi prorrogada por meio de portarias, devido a dificuldades na emissão de vistos no Brasil. No entanto, a última dessas prorrogações expira em 10 de abril, e o governo já sinalizou que não pretende renová-la novamente.
Setor de turismo alerta para possíveis prejuízos
Entidades ligadas ao turismo, como o Ministério do Turismo e a Embratur, demonstraram preocupação com o retorno da exigência de visto. Eles argumentam que a mudança pode desestimular visitantes desses países, que podem optar por destinos que não exijam o documento, resultando em queda no número de turistas e prejuízos econômicos para o setor.
Para minimizar os impactos, o governo anunciou um novo sistema que permitirá a emissão de vistos em menos de 24 horas, tornando o processo mais rápido e menos burocrático.
Apesar da decisão, o Ministério das Relações Exteriores ainda pode reavaliar a medida antes da data de implementação, enquanto o Ministério do Turismo segue buscando alternativas para reduzir os efeitos da exigência sobre a economia do setor.
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