Thomas Tuchel: quem ‘volta para casa’?
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Depois do recente fracasso com Gareth Southgate, a Inglaterra tem em Thomas Tuchel a esperança de que, enfim, o futebol vai voltar para casa. Como cantam há tanto tempo, em um grito que, a cada ano que passa, parece mais desespero do que convicção. Será mesmo que o alemão vai afastar as críticas da seleção inglesa e fazê-la forte como os ingleses esperam?
Bem, os primeiros jogos, contra Albânia e Letônia, deram algum indício de que, ao menos, o Englis Team vai voltar a ter uma cara. Algo que o próprio Tuchel tanto criticou em análise ao time que disputou a última Eurocopa.
“(Falta) identidade, clareza, o ritmo, a repetição de padrões. A liberdade dos jogadores, a expressão dos jogadores, a fome. Eles estavam mais com medo de sair do torneio, na minha opinião, do que empolgados e com fome de vencer”, analisou.
Os primeiros 180 minutos com Tuchel mostraram, ao menos, uma ideia de jogo com um padrão tático. A Inglaterra deu liberdade a seus homens de frente, Rashford, Bellingham, Jones (ou Rogers), Kane e Foden (ou Bowen), em uma espécie de 4-1-4-1.
Poderíamos, se quiséssemos, dividir a equipe em duas linhas de cinco. Na primeira, os responsáveis pela primeira fase de criação, com uma saída 2+1, com Declan Rice flutuando o tempo inteiro na frente dos zagueiros para criar linhas de passe com os defensores e os laterais, mais centralizados.
Na frente, os pontas, Kane e Bellingham e Jones (no último jogo), os últimos buscando sempre receber nos meio-espaços. O esquema dava flexibilidade para os meias voltarem para buscar o jogo e, também, atacar os espaços deixados por Kane (ou mesmo se juntar a ele contra uma defesa fechada, como a da Letônia).
Com a ideia sempre de criar triângulos nos lados do campo, para um avanço em jogo sustentado, o English Team usou muitos passes diagonais, algo que Tuchel já havia indicado nos treinamentos ao longo dos últimos dias. A utilização de Dan Burn, zagueiro canhoto do Newcastle, ajudou a uma saída mais vertical com um dos meias avançados contra a Albânia.
Deixando de lado os laterais invertidos de Southgate, Tuchel viu o menino Myles Lewis-Skelly se firmar na esquerda. Kyle Walker e Reece James brigam por vaga do outro lado: cada um jogou uma das partidas. Laterais por dentro na primeira fase de construção, mas atacando a profundidade com pontas invertidos.
A Inglaterra ainda terá desafios maiores nas Eliminatórias. Tuchel está só começando o trabalho. Mas parece entregar, pelo menos, o que prometeu. Agora se o futebol vai voltar para casa, ou é Tuchel quem vai, só o tempo vai revelar…
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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