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ESPORTES

A Inter continua um ponto fora da curva

08/04/2025 às 17:53
3 min de leitura

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Ver a Internazionale jogar é, ao mesmo tempo, um encontro com um futebol que parece-nos distante hoje, mas também a percepção de algo que pode ser revolucionário. 

Uma vez, Nilton Santos disse invejar a liberdade que os laterais têm hoje em dia. A “Enciclopédia” teve de lutar contra as regras preestabelecidas de que uma linha de quatro era, como diz o nome até hoje usado, uma linha de quatro ZAGUEIROS. 

Capitaneados por Nilton, nossos laterais se tornaram referência com uma ofensividade nunca antes vista. O campo estava aberto, e o futebol respirou novos tempos. 

Veio o 3-5-2 (ou voltou com nova cara?), e os laterais viraram alas. Mais ofensivos. O esquema se consolidou, caiu em desuso, e voltou recentemente com duas releituras interessantíssimas: de Simone Inzaghi e Xabi Alonso. 

Duas das equipes mais ofensivas das últimas temporadas jogaram em 3-5-2. Com alas superofensivos: Dumfries, Dimarco, Frimpong, Grimaldo… Isso já foi tema de “papo” aqui, inclusive. 

Não vamos repetir o que já foi falado, mas, por outro lado, realçar o que se torna, cada vez mais, o grande diferencial do 3-5-2 de Inzaghi: o papel dos zagueiros. 

A liberdade dos laterais invejada outros tempos por Nilton Santos foi “transferida” também aos zagueiros nerazzurri (vale dar os créditos que Alonso também faz isso em Leverkusen com Hincapié, por exemplo). 

Contra o Bayern, nesta terça-feira, Bastoni, zagueiro pela esquerda, foi um dos grandes protagonistas da partida. Em uma investida dele ao ataque, saiu a primeira chance de gol: Bastoni costurou pelo meio e abriu na área com Carlos Augusto, que chutou no lado de fora da rede. 

O gol de Lautaro, que abriu o placar do encontro, também começa a ser construído quando Bastoni ganha dividida na esquerda e acelera o jogo com Carlos Augusto. Por sinal, que pintura de gol, com uma construção coletiva impecável e uma finalização genial do argentino… 

Se o 3-5-2 pode nos remeter a outros tempos, sem tantas equipes usarem, hoje em dia, essa plataforma, a Inter de Inzaghi aborda seu jogo com todos os conceitos valorizados na atualidade: intensidade e verticalidade. 

A saída vertical dos zagueiros é fundamental para a progressão dos laterais. A dobradinha entre Carlos Augusto e Bastoni hoje desequilibrou a partida de Munique. Como Pavard e Darmian já fizeram do outro lado, ou mesmo Bisseck. Já são 22 gols de zagueiros ou alas na atual temporada da Inter (isso sem contar a participação com assistências). 

Vice-campeã da Champions há duas temporadas, quando ninguém esperava, a Inter continua trabalhando em silêncio. É um ponto fora da curva, que encerrou uma invencibilidade de 22 jogos do Bayern em casa para sonhar com a masterpiece do trabalho de Inzaghi: a “Orelhuda”. 

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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