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DOURADOS

O BRASIL DO P.T.

04/05/2025 às 07:54
3 min de leitura

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O BRASIL DO P.T.

O CIDADÃO brasileiro tem muitas perguntas e poucas respostas. Qual o plano para o país? Qual, por exemplo, a política educacional para tirar o Brasil da vergonhosa 49ª posição no ranking publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE)? Por que não investimos no ensino em tempo integral e na capacitação dos professores? Há recursos, mas falta gestão, falta transparência nos gastos, falta… vontade política de melhorar a Educação! A verdade é essa! E resta a certeza de que, sem qualidade no ensino, o país jamais conseguirá formar bons empresários, médicos, engenheiros, advogados, economistas, professores e outros profissionais essenciais ao desenvolvimento de uma nação.

Na Saúde, hospitais lotados, falta de vagas e medicamentos, epidemias de dengue, a volta da febre amarela e doenças antes erradicadas evidenciam políticas públicas fracassadas e o contínuo sofrimento da população. Em 2024, a dengue foi responsável por 6.041 óbitos, 400% mais que no ano anterior. E onde está o plano de investimentos do governo do Brasil em infraestrutura para garantir mais ferrovias, rodovias, portos e aeroportos? Também não se concebe nenhum programa sério de combate à corrupção, prática antiga e cada vez mais tolerada, subtraindo a confiança nos políticos e agentes públicos, sugando o nosso dinheiro e fomentando a sensação de impunidade. (fonte: www.gazetadopovo.com.br)

O ESCÂNDALO do INSS sacode um governo que já vinha em clara decomposição e que jamais teve qualquer âncora moral. Afinal, é comandado pelo “ladrão que voltou à cena do crime”, como diria seu próprio vice. O PT faz de tudo para se afastar do caso, mas isso é impossível. O povo não é trouxa a este ponto e consegue notar como voltamos a ter corrupção desenfreada em vários lugares. O deputado Marcel van Hattem apresentou, durante sua fala, a Dona Ezimar: doente, aposentada do INSS e roubada pelo governo. Ela recebia quase oitenta reais mensais a menos em sua aposentadoria.  A senhora, em lágrimas, disse que esse dinheiro fazia falta para a compra dos seus remédios! (Rodrigo Constantino)

Vergonha nacional e crescente com a presença cada vez maior do crime organizado nas instituições estatais. É bom lembrar da lição do grande artista renascentista Leonardo da Vinci: “Quem não pune o mal, incita-o a ser cometido”. Nos dois últimos anos (2023 e 2024), o Brasil falhou novamente em reverter a trajetória historicamente recente de desmonte da luta contra a corrupção. Prova disso é o Índice de Percepção da Corrupção (I.P.C.), principal indicador mundial e produzido pela Transparência Internacional. Nesse ranking, o Brasil ocupava a 45ª posição em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso. No terceiro mandato de Lula, o país despencou para a 107ª posição, ao lado de Argélia e Turquia.

E A POLÍTICA de combate à insegurança pública? Vivemos uma siituação grave, alimentada pela entrada de drogas e armas pelas fronteiras, portos e aeroportos, de competência exclusiva do governo federal. Certo é que o Estado se mostra incapaz de conter o avanço das facções criminosas que dominam os presídios, as favelas e as ruas das grandes cidades brasileiras e cooptam jovens, inclusive indígenas, impondo suas próprias leis e desafiando diariamente as forças policiais. Não é à toa que o país é o líder mundial em homicídios em 2024. A violência também está no trânsito: 33.800 vítimas fatais em acidentes, em 2024, o que coloca o Brasil entre os quatro países do mundo nessa macabra estatística. (Samuel Hanan)

O Estado brasileiro é uma máquina pública gigante, ineficiente e onerosa. Hoje, o Brasil gasta com funcionalismo público de 12,3% a 12,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos 38 países da OCDE a média desse gasto é de 9,6% a 9,8% PIB. O excesso significa gastos adicionais injustificáveis de quase R$ 300 bilhões/ano, valor superior ao orçamento anual do SUS, sobrando mais de R$ 80 bilhões/ano. Os números são um triste retrato da bancarrota nacional e um convite à reflexão sobre os rumos do governo do Brasil. O brasileiro paga muitos impostos, porém não vê a contrapartida estatal em serviços. E a reforma tributária do governo atual ainda resultou no ônus de pagarmos a maior alíquota do Mundo!

VALE A PENA lembrar de duas frases, a primeira de John Kenneth Galbraith, um dos mais importantes economistas do mundo: “Nada mais eficaz para limitar a liberdade, incluindo a liberdade de expressão, como a total falta de dinheiro”. E a segunda, mais ácida, do político e consultor norte-americano Harry Browne, “o governo é bom em uma coisa, ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer: veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar”. Esse é o retrato do que vem ocorrendo no Brasil, tira-se o dinheiro do assalariado e do aposentado e, em vez de o governo retornar oferecendo dignidade ao povo, oferta-lhe muletas por meio de bolsas e programas sociais. 

O descrédito de Lula não é novidade. Ele gasta muito mais do que arrecada, aumenta o déficit fiscal de forma alarmante e eleva a dívida pública a um patamar histórico. São evidentes os crimes de responsabilidade, situação que consegue ser pior do que a era de Dilma Rousseff. É preciso dar um basta nessa gastança, pois a sociedade paga o preço, inclusive com a alta nos preços dos alimentos. Além da responsabilidade fiscal, assistimos a doses cavalares de hipocrisia. Um sujeito que nunca produziu nada para a nação tenta ensinar com um linguajar abjeto a dona de casa a economizar enquanto ostenta uma gravata de R$ 1,6 mil? Temos um governo irresponsável e adepto de falsas narrativas.(Antonio Cabrera)

NO BRASIL há, na realidade, uma transferência compulsória de renda das classes B, C e D para os cofres do governo, um montante da ordem de R$ 45,8 bilhões por ano, segundo os especialistas, muitas vezes por meio de tributos disfarçados. O pior é que esse dinheiro retirado de cerca de 36 milhões de brasileiros sustenta uma farra de privilégios, em uma situação vergonhosa e desafiante do bom senso e da moralidade pública. Há uma urgente correção de rota a ser feita pelo país. Precisamos de redução de privilégios e de gastos públicos, além de combate à corrupção. E que ninguém dependa de favores do governo, mas possa usufruir de políticas públicas eficientes e ter um Brasil mais justo e menos desigual.

Sem equilíbrio fiscal é impossível para o país desenvolver um projeto social sério, a começar pela implantação de educação em tempo integral para todos os estudantes. E, assim, o Brasil não caminha para ao menos diminuir as desigualdades. Não se trata de nenhum preceito da economia moderna, mas de uma lição que remonta há mais de 2.000 anos, dada pelo senador romano Marco Túlio Cícero, no ano 55a.C.: “O Orçamento deve ser equilibrado, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e a ajuda a outros países deve ser limitada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do Estado!”.

A MINISTRA do Planejamento, Simone Tebet, já admitiu que ajustes fiscais ou cortes de gastos no orçamento estão fora dos planos. Em março, em entrevista à TV estatal EBC, afirmou que “a janela para grandes mudanças estruturais no ajuste acabará ficando para a pós-eleição de 2026”. Ou seja, a estratégia é empurrar a bomba adiante, manter os gastos elevados para turbinar a campanha à reeleição e fingir que o problema não existe. As primeiras projeções da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, apresentadas neste mês, escancaram a gravidade do cenário. Ainda que preliminares, os números delineiam um futuro sombrio para 2027 – o primeiro ano do próximo presidente –, com agravamento previsto para 2028 e 2029.

Essa herança maldita está sendo construída à luz do dia, com o aval de um governo que prefere o populismo orçamentário e despreza a responsabilidade fiscal. E quem pagará a conta, como sempre, será a população mais vulnerável – a primeira a sofrer com serviços públicos colapsados, cortes abruptos e a paralisia da máquina estatal. Fora o gasto com privilégios para os reis do planalto, do congresso e do supremo, temos ainda os casos de fraudes e corrupção, com tal frequência nas gestões lulopetistas, que é difícil acreditar que se trata de mera coincidência, como é o escândalo do INSS. Foram mais de 6 BILHÕES desviados! Quem vai pagar? Quem vai ser preso? E se fosse no governo Bolsonaro? O STF já pediu “explicações em 48 horas” para Lula? Acorda, Brasil!

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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