Sequência inédita do Como dá luz ao trabalho de Fàbregas
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Cinco vitórias seguidas. Pela primeira vez na história, o Como conseguiu tal sequência na elite do futebol italiano, ressaltando o trabalho de Cesc Fàbregas no comando da equipe. Aos 38 anos, Fàbregas desponta como um dos treinadores mais promissores do futebol europeu. E traz, em campo, ideias bem claras.
A história de Fàbregas com o Como é singular. Chegou ao clube ainda como jogador, se tornou um dos proprietários e, quando encerrou a carreira, iniciou sua trajetória como técnico ainda nas divisões de base.
Na temporada 2023/24, foi auxiliar técnico da equipe principal e chegou a assumir como interino. Comandou o time nos últimos jogos da Serie B, conseguindo o acesso. Promoção para o time, e para o treinador, efetivado.
Na primeira temporada inteira no comando da equipe, Fàbregas viu o time passar quase dois meses sem vitória, entre outubro e dezembro. O objetivo era claro: evitar o rebaixamento. Apesar dos altos investimentos na janela de transferências: o clube gastou quase 100 milhões de euros em reforços, com os mais caros sendo Caqueret (15 milhões) e Diao (12 milhões).
A primeira vitória veio na quinta rodada, contra a Atalanta, e o Como passou as primeiras 14 rodadas na zona de rebaixamento. Aos poucos, o time foi assimilando as ideias de Fàbregas, e Nico Paz conseguiu se adaptar ao futebol italiano para se tornar protagonista da equipe.
Como funciona o time de Fàbregas?
Fàbregas é cria de La Masia. Está em seu DNA ter a bola, e muito de sua filosofia vem de seu tempo no Camp Nou com Pep Guardiola. Outra referência é Arsène Wenger, seu antigo técnico nos tempos de Arsenal.
Ter a bola é um dos princípios fundamentais do Como, sexta equipe em posse de bola na Serie A, com média de 54.4% por jogo. Só que Fàbregas busca se afastar sempre do chamado tiki-taka, com um jogo vertical. O próprio Fàbregas já deixou claro isso em entrevista.
“Minha obsessão é jogar para frente, como um meia, é o que sempre amei. Eu amo atacar, e amo ter a bola no último terço, que é onde você vence jogos”, disse Fábregas.
Uma das fases mais interessantes do jogo do Como é a primeira fase de construção. O time geralmente inicia as jogadas com o goleiro participando da saída com os dois zagueiros. O time avança em campo em 4-2-2-2. Os dois “volantes” quase nunca ficam na mesma linha: geralmente Lucas da Cunha fica mais recuado, e Caqueret faz o papel box to box.
O conceito do terceiro homem é fundamental para o Como, que busca sempre criar triângulos no campo para avançar em uma saída sustentada. O time funciona com muitas rotações de posições, com movimentos de ruptura para atacar os espaços. Um pouco do que Luis Enrique faz no PSG, mas com estruturas mais bem definidas na linha de quatro defensiva.
O argentino Nico Paz é um bom exemplo. Já exerceu função de falso 9, na maior parte dos jogos atua como meia ofensivo, mas sempre inverte posição com Caqueret ao mesmo tempo que fica atento aos deslocamentos de Cutrone para atacar as costas da linha defensiva. Nico é o jogador com mais participações em gols do Como na Serie A, com 12 (6 gols e 6 assistências).
O Como, que antes só havia conseguido, no máximo, três vitórias seguidas em 1952, alcançou a décima colocação na tabela com as vitórias sobre Monza, Torino, Lecce, Genoa e Parma. Em quatro dos jogos, não sofreu nenhum gol. Sem chance de ser rebaixado, terminará a temporada no meio da tabela. Um ano tranquilo, fruto do trabalho de Fàbregas…
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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