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Eleição do novo papa não avança e fumaça preta é vista no segundo dia de conclave

08/05/2025 às 06:14
3 min de leitura
Fumaça preta - conclave
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Cardeais seguem divididos no conclave; votação à tarde pode definir o sucessor de Francisco

Uma densa fumaça preta saiu da chaminé da Capela Sistina na manhã desta quinta-feira (8), mostrando que os cardeais ainda não chegaram a um consenso sobre quem será o novo papa. A cor escura confirma que nenhum dos candidatos conseguiu os dois terços necessários — ou seja, 89 votos — para ser eleito.

Ainda hoje, outras sinalizações podem acontecer. Às 12h30 (horário de Brasília), uma fumaça branca indicaria que um novo papa foi escolhido. Já às 14h, caso a votação continue sem acordo, outra fumaça preta será emitida. Pela manhã, milhares de fiéis se reuniram na Praça de São Pedro, como fizeram na noite anterior, e reagiram com uma mistura de aplausos e frustração à segunda fumaça preta do conclave.

Os cardeais voltarão a votar nesta tarde. Eles seguem tentando chegar a um nome que una tanto os seguidores de uma linha mais progressista, ligados ao legado do papa Francisco, quanto os conservadores. A eleição do novo pontífice, que será o 267º da história da Igreja Católica, parece mais desafiadora desta vez.

Nos dois últimos conclaves, o desfecho aconteceu de forma mais rápida: Bento XVI foi eleito em 2005 após quatro rodadas de votação, e Francisco, em 2013, depois de cinco. Porém, a divisão interna atual entre “bergoglianos” e conservadores torna a escolha mais complexa. Francisco, o primeiro papa latino-americano, nomeou cerca de 80% dos cardeais com direito a voto, o que reforça a influência de sua visão sobre a Igreja.

O processo é completamente sigiloso e ocorre a portas fechadas na Capela Sistina. Os cardeais, chamados de “príncipes da Igreja”, estão isolados e sem contato externo até a escolha final. Eles prestaram juramento de confidencialidade antes de iniciarem as votações.

Apesar da discrição, rumores e apostas não param. O jornal La Stampa destacou nesta quinta-feira possíveis “intrigas cardinalícias” nos bastidores da eleição. O nome mais cotado no início era o do italiano Pietro Parolin, ex-secretário de Estado do Vaticano. Mas surgiram novos favoritos, como o filipino Pablo Virgilio David — que, se eleito, será o primeiro papa asiático — e os espanhóis Cristóbal López Romero e Ángel Fernández Artime.

O decano do Colégio Cardinalício, Giovanni Battista Re, reforçou ontem o apelo por união dentro da Igreja, destacando o momento delicado que o mundo e a instituição vivem. Durante as votações, os cardeais escrevem o nome do escolhido, dobram o papel e o depositam em uma urna de prata sob o afresco do Juízo Final, pintado por Michelangelo — um dos rituais mais simbólicos do Vaticano.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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