Em Dourados, Fórum debate sustentabilidade, capacitação e futuro da suinocultura em MS
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Em Dourados, Fórum debate sustentabilidade, capacitação e futuro da suinocultura em MS
Acontece nesta segunda-feira (13), das 7h30 às 16h30, o 7º Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura e Encontro Técnico SENAR/MS, na Expoagro, em Dourados. O evento é uma realização da ASUMAS (Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores) em parceria com o Sindicato Rural de Dourados, e já se consolidou como referência no setor.
Lucas Galvan, superintendente do SENAR/MS, destacou em entrevista ao Dourados News, a importância do evento para o fortalecimento técnico da suinocultura no Estado.
“Hoje é o sétimo fórum da suinocultura aqui de Mato Grosso do Sul e é um evento que já se tornou referência para a suinocultura do estado. É uma realização da ASUMAS com o Sindicato Rural, e o Senar MS é parceiro desde a primeira edição. Nós realizamos conjuntamente um encontro técnico do Senar onde a gente traz os produtores rurais assistidos pelo Senar, os nossos técnicos que dão consultoria para esses produtores também, para atualizar sobre os principais temas que afetam a suinocultura. Teremos temas atuais, como bioinsumos, crédito de carbono, e temas recorrentes como capacitação da mão de obra e gestão da produtividade”.
Galvan ressalta que o evento vai além do conteúdo técnico, “é uma oportunidade para os produtores, técnicos e estudantes se atualizarem e verem um pouco das perspectivas para esse próximo ciclo. Acredito que hoje nós tenhamos aproximadamente 500 pessoas participando. É um ambiente de negócios, de networking, mas, sobretudo, de muito aprendizado”.
A relevância do evento também foi destacada pelo presidente da Asumas, Renato Leandro Spera. Ele enfatizou ao Dourados News sobre o papel da suinocultura no desenvolvimento regional. “Esse evento é muito importante, ele é grandioso. Conseguimos reunir todo mundo que está envolvido na suinocultura: produtores, colaboradores, técnicos, veterinários, parceiros, transportadores. É o momento do suinocultor. A gente tem sucesso porque trabalhamos em prol de um bem comum.”
O presidente também mencionou o impacto social e econômico da suinocultura nas comunidades.
“A suinocultura tem uma varinha de condão. Onde entra, desenvolve a comunidade: escola, saúde, energia elétrica, infraestrutura. E hoje estamos focados em energia limpa, como o biogás. A suinocultura tem esse potencial. Temos um programa forte de sucessão, porque queremos garantir a longevidade da atividade e evitar o êxodo rural.”
Com quase 300 associados na Asumas e 125 mil matrizes produtivas no Estado, a meta, segundo ele, é ambiciosa. “Temos um planejamento até o final de 2026 de chegar a 150 mil matrizes. Um dos nossos maiores desafios é a sustentabilidade e a gestão correta dos dejetos. Mas isso também se transformou em oportunidade, com a geração de energia limpa, crédito de carbono e profissionalização da cadeia.”
O secretário executivo da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC), Rogério Thomitão Beretta, apontou que a suinocultura é um motor econômico com forte impacto regional.
“É uma atividade que se enquadra bem em pequenas propriedades, promove o desenvolvimento local, traz empregos e movimenta fornecedores. É uma atividade produtiva integrada com a indústria, que traz segurança ao investidor e movimenta muitos recursos.”
Beretta chamou a atenção para os avanços em biossegurança e sustentabilidade. “O Estado trabalha lado a lado com a cadeia produtiva para antecipar problemas, principalmente na questão da biossegurança. A Iagro tem feito um trabalho forte com visitas e protocolos de isolamento. Isso é essencial para evitar que um foco de doença comprometa toda a produção.”
Em números, o setor impressiona, “são aproximadamente 300 produtores no Estado, com abate de cerca de um milhão de suínos por ano. A unidade da Seara em Dourados, por exemplo, está prestes a dobrar sua capacidade de abate para 10 mil suínos por dia, gerando milhares de empregos. Hoje, a suinocultura, com o uso de tecnologias modernas, transforma o que antes era um problema ambiental — os dejetos — em biometano, que pode ser usado em residências, veículos e na geração de energia elétrica”, finaliza.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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