Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026
Menu
POLÍTICA

Após revogar aumento do IOF devido à má repercussão, Haddad diz que governo não vê problema em ‘corrigir a rota’

23/05/2025 às 10:50
3 min de leitura

Anuncie Aqui

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (23) a revogação parcial do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), após críticas do mercado financeiro. A medida envolvia a cobrança de 3,5% sobre aplicações feitas por fundos nacionais no exterior, mas foi revertida e a alíquota voltou a ser zero. Segundo Haddad, o recuo foi motivado por alertas de agentes do mercado, que interpretaram a taxação como um possível controle indireto sobre o fluxo de capitais para o exterior, o que poderia afetar a confiança dos investidores. “Entendemos que valia a pena revisar esse item para evitar especulações que não condizem com a política do governo”, afirmou o ministro.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União antes da abertura dos mercados. Haddad reconheceu que a mudança pode exigir uma compensação no bloqueio de despesas públicas anunciado na véspera, que previa o congelamento de R$ 31,3 bilhões. “Talvez tenhamos que ampliar o contingenciamento, mas o importante é manter o rumo fiscal traçado”, disse. Apesar da alteração pontual, o restante das medidas de aumento do IOF permanece em vigor. Entre elas estão:

As mudanças visam reforçar o caixa do governo e contribuir para o cumprimento da meta fiscal. A previsão de arrecadação com o pacote original era de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. Com a revogação de parte das medidas, o impacto fiscal será cerca de R$ 2 bilhões menor. O ministro também ressaltou que não haverá mudanças no IOF para pessoas físicas em operações como empréstimos consignados, cheque especial e financiamentos. Ao comentar o aumento nas alíquotas para compras internacionais com cartão, Haddad afirmou que o governo anterior já praticava taxas mais altas, apesar de ter deixado um decreto prevendo redução gradual até 2028.

A repercussão das medidas nas redes sociais foi majoritariamente negativa, sobretudo nas redes sociais. Ainda assim, Haddad reforçou que o governo segue comprometido com o ajuste fiscal e aberto ao diálogo com o setor privado. “Não temos problema em corrigir a rota, desde que o rumo seja mantido”, concluiu.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

Fonte: Jovem Pan News

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias