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ESPORTES

Como chegam os representantes da MLS no Mundial de Clubes?

10/06/2025 às 04:49
3 min de leitura
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No meio de uma discussão entre o sindicato de jogadores e a liga por conta de uma compensação financeira pela participação no Mundial de Clubes da Fifa, Inter Miami, Los Angeles FC e Seattle Sounders finalizam a preparação para a maior competição da história das equipes. 

A Major League Soccer, embora no meio de mais uma disputa com jogadores, será a segunda liga com mais representantes no torneio, depois do Campeonato Brasileiro, que terá quatro clubes. Como chegam os donos da casa para o torneio a ser disputado em solo estadunidense?

Seattle, rival do Botafogo

O Seattle Sounders é o único clube na história da MLS (ou seja, entre equipes de Canadá e Estados Unidos) a disputar uma edição de um Mundial de Clubes da Fifa. Campeão da ConcaChampions em 2022, acabou eliminado nas quartas de final pelo Al Ahly do Mundial daquele ano ainda no antigo formato. 

Também pelo título da ConcaChampions daquele ano, os Sounders garantiram vaga no Super Mundial da Fifa. A grande contratação para a temporada foi o atacante estadunidense Jesus Ferreira, de 24 anos, promessa da seleção local. 

Formado pelo Dallas, e com 15 gols em 23 jogos pela seleção estadunidense, Ferreira vem de uma temporada de problemas físicos e baixo desempenho em Dallas. Até agora, manteve o desempenho de poucos gols em Seattle, com apenas um em 20 jogos no ano. 

O time conta ainda com Obed Vargas, meia do Alasca que foi o terceiro mais jovem na história a estrear na MLS em 2021 (contamos a história dele aqui). Vargas jogou nas seleções de base dos Estados Unidos, mas tem dupla nacionalidade e estreou ano passado na seleção principal do México. 

Comandado por Brian Schmetzer, nascido na cidade e lenda do futebol local, há uma década dirigindo a equipe, o Seattle ainda conta com o habilidoso argentino Pedro de La Vega e com o criativo eslovaco Albert Rusnak. 

No grupo do Botafogo, os Sounders pretendem contar com a lei do ex para surpreender os cariocas. O meia João Paulo, que defendeu o Glorioso entre 2017 e 2019, atua em Seattle desde 2020, embora tenha menos protagonismo hoje em dia na equipe da qual já foi protagonista e capitão. 

O Seattle, que no último jogo da MLS foi “varrido” pelo Vancouver Whitecaps (3 a 0), está em sexto lugar na Conferência Oeste, portanto dentro da zona de classificação aos playoffs

O Inter Miami, rival do Palmeiras

Bem, certamente é o time mais falado dos Estados Unidos. Mas o Inter Miami teve sua vaga no Mundial de Clubes bem contestada: deixou de fora o Los Angeles Galaxy, campeão da MLS, ao ser escolhido antes do desfecho do campeonato. Foi definido como o representante local quando levantou a Supporters Shield, troféu simbólico dado ao time de melhor campanha na temporada regular. 

Pois bem, o Inter Miami teve um começo de temporada irregular. Eliminado na semifinal da ConcaChampions com um 5 a 1 no agregado para os Whitecaps, o time da Flórida chegou a ficar quatro jogos sem vencer na MLS em maio. Fez as pazes com a vitória diante do Montreal, e no último jogo goleou o Columbus Crew. 

O Inter Miami continua sendo um time que sofre na transição defensiva, com quatro veteranos entre os titulares: Jordi Alba (que é dúvida para o início do Mundial, por lesão), Sergio Busquets, Lionel Messi e Luisito Suárez. Ofensivamente, a equipe entrega uma média de dois gols por jogo. 

O time conta com um grande desfalque: o goleiro titular, Drake Callender, sofreu com uma hérnia. Quem assumiu a meta foi o argentino Óscar Ustari, que assustou ao ser substituído no último jogo, mas treinou com o grupo esta semana. 

Sem grandes investimentos no mercado, trouxe o meia da seleção venezuelana, Telasco Segovia, do Casa Pia, de Portugal. Segovia já participou diretamente de sete gols na temporada. Messi e Suárez seguem sobrando no quesito: La Pulga tem 15 gols e 6 assistências, El Pistolero 8 tentos e 10 passes para gol. 

Messi, Suárez e companhia, que estão em terceiro lugar na Conferência Leste, terão pela frente o Palmeiras no jogo que encerra o grupo, que conta ainda com Al Ahly e Porto. 

O Los Angeles FC, rival do Flamengo

O terceiro time da MLS no Mundial de Clubes deixou ainda mais irado o torcedor dos Galaxy: o Los Angeles FC é o representante da cidade na competição da Fifa. E, de novo, com uma vaga polêmica… 

O León, do México, campeão da Concachampions de 2023, seria o clube que, inicialmente, disputaria a competição. Só que a Fifa retirou os mexicanos do torneio por não aceitar mais de um clube com o mesmo dono no campeonato. O Los Angeles FC, vice-campeão da Concachampions de 2023, então, foi disputar um play-in com o América do México, melhor ranqueado na Concacaf. Com gol do brasileiro Igor Jesus, arrancou o empate já perto do fim, e Denis Bouanga garantiu a vaga na prorrogação. 

O Los Angeles FC foi o último clube a garantir vaga no Mundial, em 31 de maio. Na janela do início do ano, perdeu Cristian Olivera para o Grêmio e Bogusz para o Cruz Azul, duas baixas importantes. O ídolo Carlos Vela se aposentou, e Illie Sánchez, antigo capitão, se juntou ao Austin. 

Como reforços de destaque, o time trouxe Mark Delgado, na primeira transferência da história de El Tráfico (como é conhecido o clássico de L.A), o brasileiro Igor Jesus, que veio do Estrela da Amadora, e Cengiz Under, ex-Roma e Fenerbahçe. Se Bouanga comanda o ataque da equipe, o francês Olivier Giroud tem pouco protagonismo e vem sendo opção no segundo tempo. 

O Los Angeles FC, quinto colocado no Oeste, também terá um brasileiro pelo caminho: o Flamengo, na terceira rodada do grupo que ainda conta com Spérance de Tunis e Chelsea. Três dias antes de estrear diante dos Blues, o time da Califórnia ainda joga pela MLS, em casa, contra o Toronto F.C. 

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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