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Com tecnologia inédita, MS tem monitoramento ambiental para identificar desmatamento e queimadas

12/06/2025 às 08:44
3 min de leitura
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Com inteligência artificial e imagens de satélite, nova estrutura da UNIGEO permite detectar desmatamento e queimadas em tempo quase real

Foi inaugurada nesta terça-feira (11) no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a sala de situação da UNIGEO (Unidade de Geoprocessamento), um centro de monitoramento ambiental que utiliza tecnologia de ponta para fiscalizar todo o território sul-mato-grossense. A estrutura é a primeira do tipo no Brasil e foi projetada para dar mais agilidade e precisão às ações de comando, controle e fiscalização ambiental.

A nova sala conta com sistemas automatizados que operam a partir de imagens de satélite de alta resolução, monitorando mais de 357 mil km² de área. Desde que entrou em operação, ainda em 2023, a UNIGEO já emitiu mais de 10,6 mil alertas automáticos de desmatamento. Cada alerta é imediatamente cruzado com os bancos de dados do Imasul, permitindo identificar sobreposições com áreas protegidas ou licenciadas, como Unidades de Conservação, APPs, Reservas Legais e imóveis com Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Conseguimos hoje acompanhar o desmatamento quase em tempo real. Acompanhamos inclusive os casos legais, para verificar se o produtor está cumprindo as regras da licença”, destacou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck. Ele também ressaltou o alto nível de precisão do sistema, que chega a detectar alterações com resolução de até um metro.

Outro diferencial apontado pelo secretário é a capacidade de embargar automaticamente propriedades sem licença válida. O sistema também monitora áreas de cana-de-açúcar, unidades de conservação, terras indígenas e pontos de calor, com acionamento direto aos bombeiros e à Polícia Militar Ambiental via SICOE.

O investimento na estrutura foi de aproximadamente R$ 1,5 milhão, incluindo videowall de alta resolução e estações de trabalho de última geração. A automação já reduziu em 72% a carga de trabalho manual, liberando os técnicos para atuar em campo, emitir pareceres e dar suporte a operações de fiscalização.

Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a nova sala é um marco no combate ao desmatamento ilegal. “É uma estrutura que representa nosso compromisso com a sustentabilidade, com o rigor técnico e com uma governança ambiental moderna e eficaz”, afirmou.

O sistema da UNIGEO se baseia nos pilares da precisão, periodicidade e rastreabilidade, assegurando maior transparência e segurança jurídica. Além da estrutura já em funcionamento, o Imasul planeja expandir a atuação com aquisição de drones, viaturas, quadrículos e mais pacotes de imagens de satélite para cobrir regiões remotas.

Entre as inovações mais recentes está o uso de inteligência artificial, que permite análises mais rápidas, reconhecimento automatizado de padrões e priorização de casos críticos. A meta agora é modernizar os fluxos internos para acelerar a emissão de autos de infração, apuração de irregularidades e prevenção de danos ambientais.

Com a nova sala de situação da UNIGEO, Mato Grosso do Sul se destaca como referência nacional em monitoramento ambiental digital, alinhando tecnologia e sustentabilidade na luta contra o desmatamento, queimadas ilegais e mudanças climáticas.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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