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Com frutas e hortaliças direto do campo, Ceasa tem papel crucial na saúde dos sul-mato-grossenses

26/06/2025 às 05:52
3 min de leitura

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Diante da mudança de hábitos dos consumidores, nutricionista reforça importância do consumo das frutas e hortaliças comercializadas na CEASA/MS

Ao garantir o abastecimento do comércio e dos lares de Mato Grosso do Sul com os hortigranjeiros produzidos nos quatro cantos do país, a Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) desempenha um papel crucial na alimentação dos sul-mato-grossenses, fornecendo o que há de melhor em frutas, verduras e legumes.

Uma dieta rica nesses alimentos traz inúmeros benefícios para a saúde, conforme explica a nutricionista Maria Tainara Soares Carneiro Vitorino.

“Uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes (FLV) é essencial para o bom funcionamento do organismo, pois fornece uma variedade de vitaminas, fibras, minerais, antioxidantes e fitoquímicos que atuam em diversos processos vitais”, comenta Maria Tainara.

Entre os principais micronutrientes fornecidos, destacam-se:

Conforme a nutricionista, as fibras alimentares:

Os minerais também são cruciais para o bom funcionamento do organismo:

“Por isso, o consumo regular desses alimentos está associado à prevenção e ao controle de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e dislipidemias”, completa a nutricionista.

Como ter uma dieta equilibrada na correria do dia a dia

Maria Tainara ressalta que, mesmo com a correria do dia a dia, é possível manter uma dieta equilibrada, adotando hábitos simples. “Com pequenas estratégias e um pouco de planejamento, é possível inserir frutas, verduras e legumes na rotina de forma prática e saborosa”, comenta.

Entre as orientações da especialista, estão:

Outra dica preciosa é o consumo frequente de sucos naturais feitos na hora, sem adição de açúcar e, sempre que possível, com polpa ou bagaço, preservando as fibras.

Queda na comercialização de frutas e hortaliças

Apesar desses inúmeros benefícios, o consumo de frutas, verduras e legumes cai a cada ano, apontam estudos.

O consumo de frutas e hortaliças registrou queda especialmente entre 2015 e 2023, segundo o estudo Consumo de frutas e hortaliças entre adultos brasileiros: tendências de 2008 a 2023”, publicado em fevereiro de 2025 na revista Cadernos de Saúde Pública, por pesquisadores da Escola de Enfermagem da UFMG.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a ingestão de cinco porções diárias de frutas e hortaliças em pelo menos cinco dias da semana, mas apenas 22,5% da população adulta brasileira segue essa recomendação.

Esse fenômeno também tem reflexo na Ceasa/MS. A instituição registrou queda no volume de hortigranjeiros comercializados nos três primeiros meses de 2025. Entre janeiro e março, foram comercializadas 52.394.020 toneladas de produtos — volume 2,07% inferior ao do mesmo período do ano passado, quando 53.502.415 quilos foram vendidos.

A retração foi ainda mais acentuada no caso das frutas e hortaliças importadas. Enquanto em 2024, 533.832 quilos desses produtos vieram do exterior no primeiro trimestre, em 2025 o total caiu para 221.804 quilos — uma queda de 58,45%.

Outro estudo do Nupen/USP (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde) revelou que, entre 2008 e 2018, o consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil cresceu, em média, 5,5%. A pandemia de Covid-19 também teve efeitos negativos sobre a alimentação da população, impulsionando o consumo de alimentos com altos teores de gorduras e conservantes.

Em 2019, 80,6% dos entrevistados afirmaram consumir hortaliças. Em 2021, esse número caiu para 75,8%. No caso das frutas, a queda foi de 67,8% para 61,3%, conforme levantamento de cientistas da USP e da UFMG.

Por outro lado, nesse mesmo período, cresceu a ingestão de refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos, margarinas, molhos industrializados e refeições prontas (como macarrão instantâneo, sopas de pacote ou pratos congelados).

Risco do consumo de ultraprocessados

A nutricionista chama a atenção para o risco do consumo exagerado desses produtos. “Os principais riscos são: ganho de peso e obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, comprometimento da microbiota intestinal”, comenta Maria Tainara.

A nutricionista explica que os alimentos ultraprocessados são produtos industriais elaborados principalmente a partir de substâncias extraídas de alimentos, como óleos, gorduras, açúcares, amido e proteínas, além de ingredientes derivados, como gorduras hidrogenadas e amido modificado.

Muitos componentes são sintetizados em laboratório a partir de matérias-primas como petróleo e carvão, como corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e diversos aditivos que conferem propriedades sensoriais atrativas aos produtos. As técnicas de fabricação envolvem processos como extrusão, moldagem e pré-processamento por fritura ou cozimento.

Diante desse cenário, a nutricionista revela uma dica de ouro, que vai ao encontro da missão da Ceasa/MS de oferecer sempre produtos frescos e de qualidade.

“Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias, em vez de alimentos ultraprocessados. Opte por água, leite e frutas no lugar de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados. Não troque a ‘comida feita na hora’ (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz com feijão, macarronadas, refogados de legumes e verduras, farofas, tortas) por produtos que dispensam preparação culinária (como sopas de pacote, macarrão instantâneo, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, frios e embutidos, maioneses e molhos industrializados, misturas prontas para tortas)”, conclui Maria.

Comunicação Ceasa

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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