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POLÍTICA

Lula e Milei fazem discursos contrastantes na Cúpula do Mercosul

03/07/2025 às 14:45
3 min de leitura

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A 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada nesta quinta-feira (3) em Buenos Aires, foi marcada por discursos contrastantes dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Javier Milei (Argentina). Ao assumir a presidência temporária do bloco, Lula enfatizou a importância do Mercosul como um porto seguro em um cenário global instável, enquanto Milei defendeu uma guinada em direção à “liberdade comercial”, sem descartar a atuação individual da Argentina.

O presidente brasileiro destacou que o Mercosul é uma “casa com alicerces sólidos, capaz de suportar a força das intempéries”, ressaltando que o bloco protege seus membros de “guerras de comércio exterior” e os credencia como “parceiros confiáveis” no cenário global. Para Lula, a união aduaneira e a Tarifa Externa Comum são mecanismos essenciais de proteção e integração.

Em contrapartida, Milei, ao deixar a presidência temporária, argumentou que o Mercosul deve deixar de ser um “escudo que nos protege do mundo” e se tornar uma “lança que nos permite entrar efetivamente nos mercados globais”. O líder argentino, que já ventilou a possibilidade de saída do bloco, defendeu a flexibilização das regras e a inclusão de mais itens nas excepcionalidades das tarifas comuns, visando maior liberdade comercial para os membros.

Apesar da passagem de comando, Lula e Milei não tiveram um encontro bilateral. A relação entre os dois chefes de Estado, marcada por divergências ideológicas e críticas públicas de Milei a Lula durante a campanha eleitoral argentina, tem sido conduzida de forma pragmática pelas chancelarias. Enquanto o brasileiro se reuniu com os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, e da Bolívia, Luis Arce, Milei teve encontros com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e do Panamá, José Raúl Mulino. A agenda de Lula incluiu ainda uma visita à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, um sinal adicional do distanciamento entre os dois líderes.

Lula delineou cinco pilares para a presidência brasileira do Mercosul:

O presidente brasileiro também destacou a necessidade de o Mercosul olhar para a Ásia, considerada o “centro dinâmico da economia mundial”, buscando maior aproximação com países como Japão, China, Coreia, Índia, Vietnã e Indonésia. Lula expressou confiança de que os acordos de livre comércio com a União Europeia e a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) serão assinados até o final do ano.

A conclusão das negociações com a EFTA foi anunciada na quarta-feira (2), e o acordo, que visa criar uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um PIB combinado de mais de US$ 4,3 trilhões, está em fase de revisão. O presidente brasileiro também afirmou que pretende avançar nas negociações com Canadá, Emirados Árabes Unidos, Panamá e República Dominicana, além de atualizar os acordos com Colômbia e Equador.

Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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