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ESTADO

Chuvas acima da média recuperam níveis dos rios na Bacia do Paraguai, aponta monitoramento do Imasul

17/07/2025 às 06:09
3 min de leitura

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Após chuvas intensas entre março e abril, níveis dos rios da Bacia do Paraguai se recuperam de seca histórica; tendência é de redução até setembro

O ciclo chuvoso 2024/2025 em Mato Grosso do Sul foi marcado por volumes expressivos de precipitação, especialmente na Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai. Dados do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) revelam que, em 8 dos 11 pontos de monitoramento, as chuvas superaram a média histórica, com destaque para os municípios de Ladário, Miranda e Palmeiras.

Em Ladário, por exemplo, foram registrados 1.082,8 mm de chuva — 412,2 mm acima da média. Em Miranda, o acumulado foi de 1.034,2 mm, e em Palmeiras, 1.091,8 mm. Já a estação de Porto Esperança teve o menor índice: apenas 468,4 mm, 35,5% abaixo do esperado.

Segundo o Imasul, o mês de abril foi o de maior anomalia positiva, com 1.609,8 mm de chuva — 685,9 mm acima da média. Outubro e dezembro também apresentaram volumes elevados. Por outro lado, janeiro e fevereiro tiveram déficit pluviométrico, o que evidenciou a irregularidade das chuvas durante o ciclo.

A recuperação dos níveis dos rios foi perceptível após a seca severa de 2024. Entre abril e junho de 2025, nenhuma estação monitorada registrou cota de estiagem. O cenário levou a Bacia do Paraguai a ser classificada como área sem seca ou com seca fraca no Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), no boletim de junho.

Contudo, com o fim do período chuvoso, os rios começaram a apresentar sinais de recuo em julho. A estação do rio Aquidauana, por exemplo, já atingiu cota de estiagem nesta semana. A previsão para os próximos meses é de baixa pluviosidade, com possibilidade de novas reduções nos níveis d’água até setembro.

Para o técnico do Imasul, Leandro Neri Bortoluzzi, a recuperação dos rios está diretamente ligada à concentração de chuvas em março e abril. “Foi a primeira vez desde 2023 que todos os pontos monitorados permaneceram fora da condição de estiagem durante o trimestre pós-chuva”, afirma.

A expectativa é de que um novo ciclo chuvoso se inicie em outubro. Até lá, o monitoramento contínuo dos níveis dos rios e dos volumes de chuva segue sendo essencial para ações de prevenção e gestão hídrica, especialmente em áreas produtivas e ribeirinhas.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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