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ESTADO

Placas solares e produção de energia limpa levam modernidade e economia de gastos às escolas estaduais de Mato Grosso do Sul

21/07/2025 às 06:11
3 min de leitura

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Com investimento em energia limpa, mais de 180 escolas já registram economia de até 40% na conta de luz; meta é conectar todos os prédios públicos elegíveis até o fim de 2025

Henrique Manoel Ramos começa o dia cedo na Escola Estadual Amando de Oliveira, em Campo Grande. Logo ao entrar, o diretor se depara com um cenário totalmente reformado. Entre as novidades, algo chama sua atenção: placas solares instaladas no telhado da unidade. A mudança é símbolo da modernização que vem ocorrendo na Rede Estadual de Ensino, aliando economia e sustentabilidade.

Com mais de 50 anos de história, a escola localizada na Vila Piratininga foi reformada e recebeu as placas solares durante a reestruturação promovida pelo Governo do Estado, por meio da SED (Secretaria Estadual de Educação). A unidade atende atualmente 460 alunos em tempo integral.

“Recebemos uma estrutura moderna e preparada para uma nova realidade. Além da energia solar, a escola agora conta com gás natural encanado e outras melhorias. Tudo isso mostra a preocupação com economia e sustentabilidade”, afirma o diretor.

Até agora, a SED já instalou sistemas de captação de energia solar em 40 escolas da Rede Estadual, distribuídas em 19 cidades, incluindo Campo Grande, Dourados, Maracaju, Corumbá e outras. Desde 2023, os investimentos ultrapassam R$ 5 milhões.

Segundo o secretário estadual de Educação, Hélio Daher, a meta é transformar as escolas em ambientes acolhedores, modernos e sustentáveis. “Antes as placas solares eram comuns apenas em unidades rurais ou de difícil acesso. Agora, esse modelo também está sendo aplicado em escolas urbanas, com retorno direto em economia de energia”, explicou.

PPP amplia alcance da energia solar

Além das escolas com placas próprias, o Governo do Estado também implementou uma Parceria Público-Privada (PPP) para fornecimento de energia solar fotovoltaica, coordenada pela SAD (Secretaria de Administração). O projeto já beneficia 183 escolas desde janeiro de 2025, com redução média de 40% na conta de luz, graças à compensação energética iniciada em dezembro de 2024.

A energia vem de usinas fotovoltaicas em cidades como Iguatemi, Mundo Novo, Nova Andradina, Rochedo e Corguinho. A previsão é que, quando o sistema estiver em pleno funcionamento, a produção ultrapasse 25 mil MWh por ano — suficiente para abastecer 1.400 prédios públicos.

“Já temos mais de 183 prédios aproveitando essa energia limpa, principalmente da área da educação. A expectativa é conectar 826 unidades até o fim do ano”, destacou o secretário de Administração, Frederico Felini. Segundo ele, além da economia significativa, o objetivo maior é avançar na meta de neutralização de carbono até 2030.

Com isso, o Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em gestão energética e compromisso ambiental.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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