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Seca de gols na Argentina

01/08/2025 às 04:35
3 min de leitura

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O Torneo Clausura do Campeonato Argentino viveu uma rodada nada inspirada para os seus atacantes e levantou mais uma vez o debate sobre o seu nível técnico nas últimas temporadas. Nos 15 jogos disputados pela terceira rodada da competição, apenas 13 gols foram marcados.

Embora as competições no futebol argentino não tenham se caracterizado nos últimos anos por médias altas de gols, a rodada chamou a atenção pela pouca eficiência dos finalizadores, que resultaram em oito jogos empatados em 0 a 0.

O final de semana na elite do futebol hermano ainda teve quatro partidas sendo decididas por apenas 1 a 0. Além de uma vitória por dois gols do Lanús, que terminou como a maior margem na rodada.

A greve de bolas nas redes terminou apenas na segunda-feira, com os dois jogos que fecharam a semana. Os duelos entre Central Córdoba x Defensa y Justicia e Banfield x Barracas Central resultaram em sete gols, sendo responsáveis por 54% dos tentos. 

Nas duas rodadas iniciais do Clausura, 61 gols foram marcados nas 30 partidas disputadas, alcançando a média de aproximadamente dois gols por jogo. Um desempenho parecido com o do primeiro semestre pela disputa do Apertura, onde a média chega 1,98 gols por partida

Faltam gols, sobram times

Na rodada emblemática, Boca Juniors, River Plate, Rosario Central, Vélez Sarsfield, Racing, Independiente, Argentinos Juniors e Talleres passaram em branco e contribuíram para a marca negativa.

Entretanto, a grande motivação da queda de nível técnico do Campeonato Argentino passa longe da crise de alguns dos grandes clubes de Buenos Aires e recaí diante de uma competição inflada pela AFA.

A extinção do rebaixamento na última temporada e a promoção desproporcional de clubes das divisões de acesso reflete claramente na qualidade do futebol apresentado no torneio.

Se por um lado (positivo), o futebol de elite da argentina se tornou mais democrático e acessível para regiões com menor investimento, por outro (negativo) a queda de nível técnico se tornou incontrolável.

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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