Primeira escola de conceito sustentável de Mato Grosso do Sul recebe nova estação de coleta seletiva
Iniciativa conta com segundo Ponto de Entrega Voluntária de Resíduos Sólidos e transforma rotina de estudantes com práticas de preservação e cidadania
Campo Grande agora abriga uma escola que vai além da educação tradicional. Inaugurada no bairro Jardim Noroeste, a Escola Estadual Vereador Cristóvão Silveira tornou-se um marco em construção sustentável e educação ambiental. A unidade abriga o segundo Ponto de Entrega Voluntária de Resíduos Sólidos (PEV) do Estado, projeto que integra práticas pedagógicas com preservação do meio ambiente.
A estação de coleta foi implantada pela Agems (Agência Estadual de Regulação), em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal. Essa ação conjunta leva para dentro da escola um modelo de aprendizado com impacto real. O objetivo é simples e poderoso: formar cidadãos conscientes desde cedo.
Educação e sustentabilidade lado a lado
A escola atende cerca de 400 alunos, entre o ensino regular, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e cursos de capacitação voltados para geração de renda. Toda a estrutura da nova unidade foi planejada com foco na sustentabilidade — e o PEV se tornou símbolo dessa proposta.
Durante a inauguração, o governador Eduardo Riedel destacou o compromisso do Estado com comunidades vulneráveis. “Estamos construindo um Mato Grosso do Sul com olhar para o futuro. Isso só é possível quando cada um assume sua parte nessa responsabilidade”, afirmou.
Além disso, o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, lembrou que o compromisso com ações ambientais já vem sendo colocado em prática. “Na primeira estação, prometemos que virão muitas outras. E estamos cumprindo. A educação ambiental é um ato concreto de cuidado com o planeta”, declarou.
Reciclagem no currículo e no cotidiano
Segundo o diretor da escola, Francisco Rojas, o PEV se tornará parte integral do processo de ensino-aprendizagem. “A reciclagem será tratada de forma transversal no currículo. Vamos incluir a temática não só em ciências e biologia, mas também em redação e interpretação de texto. Isso será um processo contínuo dentro da escola”, explicou.
O aprendizado vai muito além da sala de aula. A diretora de Saneamento e Resíduos Sólidos da Agems, Iara Marchioretto, reforça que o projeto permite ações de extensão, ensino e até pesquisa. “Os próprios estudantes vão coletar os recicláveis. Isso pode gerar renda, apoiar projetos sociais e beneficiar a escola e a vizinhança.”
Ela também ressalta que a prática contribui diretamente para a saúde pública. “Menos lixo no aterro significa mais qualidade de vida para todos. O PEV tem impacto ambiental, educacional e econômico.”
Regulação a serviço do cidadão
Para a diretora de Inovação da Agems, Rejane Monteiro, levar o PEV para dentro da escola aproxima ainda mais a regulação da população. “Cuidamos de serviços essenciais, como o saneamento básico. Quando levamos esse conhecimento às comunidades, promovemos uma transformação concreta. Criar oportunidades de descarte consciente e reaproveitamento é cuidar do presente e do futuro”, afirmou.
A nova escola e o Ponto de Entrega Voluntária mostram que sustentabilidade e educação caminham juntas. Ao ensinar na prática como preservar o meio ambiente, a unidade inspira uma nova geração de estudantes conscientes e engajados.
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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