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Censo inédito da Saúde entra em fase de campo em MS com coleta em mais de 6 mil serviços

11/08/2025 às 05:53
3 min de leitura

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Levantamento piloto começa em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, atualiza dados das redes pública e privada e qualifica o CNES.

Após a qualificação das equipes e a mobilização dos profissionais, Mato Grosso do Sul iniciou a etapa de campo do Censo da Força de Trabalho na Saúde. A ação, inédita e coordenada pelo Ministério da Saúde, atualiza o perfil dos trabalhadores e dos estabelecimentos. Assim, o estado avança no planejamento do SUS com base em evidências.

O censo mapeia quem trabalha na saúde e onde atua. Além disso, identifica lacunas e corrige dados no CNES. Dessa forma, o planejamento ganha precisão, transparência e velocidade. Por fim, o SUS e a saúde suplementar recebem informações atualizadas para orientar decisões.

Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal foram escolhidos como pilotos. Em seguida, a iniciativa se expandirá para todo o Brasil. No estado, o levantamento cobrirá 6.360 estabelecimentos públicos e privados, distribuídos nas quatro macrorregiões de saúde. Portanto, a amostra representa a realidade local com amplitude.

A operação reúne 33 recenseadores e 6 articuladores regionais. Com isso, o trabalho avança por etapas, região a região, com supervisão contínua. Além disso, as equipes contam com orientação técnica e suporte logístico.

A ação coleta dados. Somente dados. Ou seja, não tem caráter fiscalizatório. O objetivo central é qualificar o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, com ênfase na força de trabalho. Assim, o estado melhora a qualidade da base que sustenta políticas, financiamentos e formação profissional.

O censo ocorre em parceria com a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e a Escola de Governo Fiocruz-Brasília. Nesse sentido, o desenho metodológico combina pesquisa acadêmica e gestão pública. Como resultado, o estudo ganha rigor, padronização e comparabilidade.

A coleta acontece por telefone, e-mail e visitas presenciais. Além disso, todos os recenseadores usam colete e crachá com credenciais oficiais do projeto. Desse modo, a abordagem preserva a segurança e a legitimidade. Quando o contato remoto não for viável, as equipes visitarão as unidades ainda neste mês.

“Esse levantamento é essencial para entender a realidade dos profissionais que atuam no SUS e na saúde suplementar em todo o estado. Teremos uma base sólida para planejar com mais precisão a formação, alocação e valorização da força de trabalho, além de identificar lacunas na distribuição de profissionais”, afirma André Vinicius Batista de Assis, superintendente de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde da SES.
Segundo Victor Hugo de Jesus Gutierre, chefe do Setor de Apoio da Coordenadoria de Gestão do Trabalho da SES, os contatos por telefone e e-mail já começaram. Assim, as visitas presenciais ocorrerão onde o remoto não funcionar. “Esse censo é estratégico para fortalecer as políticas públicas voltadas aos trabalhadores da saúde. É uma oportunidade de corrigirmos distorções, reconhecermos profissionais pouco visíveis e fortalecermos a regionalização do SUS com base em evidências”, reforça.

As unidades devem atender aos contatos e confirmar as informações solicitadas. Além disso, gestores podem designar um ponto focal para agilizar respostas. Com isso, a atualização cadastral avança sem interrupções e com menor retrabalho.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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