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POLÍTICA

Governo vê reviravolta na escolha do presidente da CPMI do INSS como traição de partido

21/08/2025 às 10:37
3 min de leitura
Carlos Viana

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A instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes no INSS resultou em uma derrota significativa para o governo federal. Contrariando as expectativas, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), da oposição, foi eleito presidente da comissão, um movimento que expôs a fragilidade articulação política da base aliada e gerou surpresa no Palácio do Planalto.

A eleição de Viana não surpreendeu apenas os parlamentares governistas, mas também integrantes do alto escalão do governo. A avaliação interna é de que o resultado demonstrou uma falha na articulação política e uma subestimação da força da oposição.

Além da incompetência na articulação, fontes do Palácio do Planalto atribuem a derrota a uma “traição” do partido União Brasil. Segundo relatos, o presidente da legenda, Antônio Rueda, esteve ativamente envolvido nas negociações durante a madrugada, trabalhando para eleger o candidato da oposição. O União Brasil, que integra a base governista, tem demonstrado um distanciamento crescente do governo do presidente Lula, chegando a formar uma federação com o partido Progressistas.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, assumiu a responsabilidade pelo revés. Ele admitiu que confiou excessivamente na articulação e que “faltou jogo político”, subestimando a capacidade de mobilização da oposição.

Após a derrota, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, reuniu-se com o presidente Lula no Palácio da Alvorada para discutir o cenário. Em conversa com jornalistas, Pimenta também reconheceu as falhas de articulação, mas ressaltou que a base governista ainda detém a maioria dos membros na comissão. Ele afirmou que o governo se organizará para aprovar os requerimentos de seu interesse e convocar as pessoas que considera relevantes para a investigação.

Próximos Passos

Apesar de parlamentares da oposição afirmarem que não darão um viés político aos trabalhos, já existe uma lista com mais de 250 requerimentos de convocação. Entre os alvos estão nomes ligados ao governo, como Frei Chico, irmão do presidente Lula; o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi; e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

*Com informações de Igor Damasceno

*Reportagem publicada com auxílio de IA

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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