Após tratamento no CRAS, tamanduás-bandeira são levados para adaptação em ambiente natural
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O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) iniciou a fase de reintegração de dois filhotes de tamanduá-bandeira. Os animais, resgatados órfãos, seguiram para o Instituto Tamanduá. A expectativa é que eles ganhem autonomia e cheguem ao peso ideal para serem soltos na natureza.
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) realizou nesta semana mais uma etapa no trabalho de resgate e reintegração de animais silvestres. Dois filhotes de tamanduá-bandeira, símbolos da fauna brasileira, foram levados ao Instituto Tamanduá, em Aquidauana. Eles iniciam, com efeito, a fase de adaptação em ambiente natural, um passo fundamental rumo à vida livre.
Entre os animais está uma fêmea encontrada órfã em Campo Grande, em novembro de 2024. Quando chegou ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), ela pesava apenas 1 kg. Dez meses depois, com 15 kg e vitalidade evidente, ela segue firme no processo de transição.
O outro é um macho resgatado em maio deste ano, também órfão. Ele chegou com 2,5 kg e cerca de dois meses de idade. Após quatro meses de cuidados especializados, ele alcançou 10 kg.
Etapas da reabilitação
No CRAS, os tamanduás órfãos passam, em média, seis meses recebendo cuidados intensivos. Nesse período, eles iniciam o desmame gradual, aprendendo a se alimentar sozinhos. Ao atingirem 15 a 20 kg, os animais são encaminhados para áreas de pré-soltura, onde começam a recuperar instintos naturais. A soltura definitiva, por fim, ocorre quando eles alcançam cerca de 30 kg, peso que aumenta suas chances de sobrevivência.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destacou a iniciativa. “Cada animal resgatado e reabilitado é uma vitória para o meio ambiente. Os dois casos mostram a importância da atuação do Imasul em defesa da nossa fauna”, afirmou.
A médica-veterinária Paloma, responsável pelo setor de neonatologia, emocionou-se ao lembrar do processo. “Ver um tamanduá que entrou no setor recém-nascido ser encaminhado com 15kg ou mais, saudável e pronto para dar os próximos passos rumo à vida livre, é extremamente gratificante”, relatou.
A gestora do CRAS, Aline Duarte, reforçou o significado desse trabalho coletivo. “É um processo longo, que exige dedicação e equipe preparada, mas quando vemos esses animais seguindo para o ambiente natural, temos a certeza de que todo o esforço vale a pena”.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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