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INTERNACIONAL

Reconstrução da Faixa de Gaza necessitará de, ao menos, US$ 70 bilhões, calcula ONU

14/10/2025 às 09:31
3 min de leitura
Prédios destruídos no campo de refugiados de Jabaliya, norte da Faixa de Gaza

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A reconstrução da Faixa de Gaza, onde a destruição é quase total, exigirá pelo menos US$ 70 bilhões, dos quais US$ 20 bilhões devem ser investidos nos próximos três anos para tornar viável a vida no território palestino, documentou a ONU nesta terça-feira (14). De acordo com comentários feitos a repórteres em Genebra pelo representante do Programa de Assistência ao Povo Palestino da ONU, Jaco Cilliers, estima-se que 55 milhões de toneladas de escombros criados pela destruição de todos os tipos de infraestrutura em dois anos de guerra devem ser removidos.

A reconstrução total do enclave pode levar “décadas” e dependerá em grande parte do fluxo de dinheiro para esse fim, que inicialmente dependerá principalmente de doações de outros países, embora a ONU tenha dito que espera que o setor privado se envolva mais tarde no esforço. Com base nos “números atualizados” fornecidos pela ONU, o nível de destruição é da ordem de 84%, embora em algumas partes da Faixa de Gaza chegue a 92%.

Cilliers, cujo mandato pertence à agência de desenvolvimento da ONU (UNDP), disse que a entidade já removeu 81.000 toneladas de entulho no enclave, o equivalente em volume a 31.000 caminhões. De imediato, “a maior parte da remoção dos escombros tem como objetivo abrir o acesso para os agentes humanitários, para que eles possam fornecer a ajuda e o apoio tão necessários à população de Gaza, mas também estamos ajudando a limpar hospitais e outros serviços sociais”.

Como parte da estratégia em andamento, 13.200 toneladas de entulho, anteriormente trituradas com maquinário especial, foram reutilizadas. Esse material pode ser usado para pavimentar estradas e colocar pisos em alguns dos abrigos que estão sendo construídos em Gaza, entre outros usos.

Cilliers disse que o trabalho de reconstrução terá que lidar com duas questões muito delicadas, como a presença de cadáveres sob os escombros e o risco representado por projéteis não detonados.

*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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