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INTERNACIONAL

Furacão Melissa deixa quase 50 mortos no Haiti e na Jamaica

31/10/2025 às 06:38
3 min de leitura
Uma pessoa remove galhos de árvores do telhado de uma casa após a passagem do furacão Melissa na quinta-feira em Petit-Goâve, Haiti. Pelo menos 20 pessoas morreram e outras 10 estão desaparecidas devido à inundação do rio La Digue causada pelo furacão Melissa nesta comuna localizada no sul do Haiti. EFE/Mentor David Lorens

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Melissa, o pior furacão do Atlântico em quase um século, deixou pelo menos 30 mortos no Haiti e 19 na Jamaica, além de devastar partes de Cuba, enquanto avançava pelo Caribe em direção às Bermudas na quinta-feira (30). Espera-se que as enchentes diminuam nas Bahamas, que suspenderam o alerta de furacão, embora possam persistir em Cuba, Jamaica, Haiti e República Dominicana, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). “As condições nas Bermudas vão se deteriorar rapidamente esta noite”, disse o NHC, referindo-se à chegada de Melissa ao arquipélago no oceano Atlântico com ventos máximos sustentados próximos a 165 km/h.

A força e o poder destrutivo deste furacão foram intensificados devido às mudanças climáticas causadas pela atividade humana, de acordo com uma análise do Imperial College de Londres. No Haiti, que não foi atingido diretamente pelo furacão, mas sofre com fortes chuvas, pelo menos 30 pessoas, incluindo dez crianças, morreram e 20 estão desaparecidas, segundo um novo balanço oficial divulgado na quinta-feira. A maioria das mortes (23) foi causada por enchentes repentinas no sudoeste do país.

Na Jamaica, “o número de mortos confirmados pelo furacão Melissa agora é de 19”, disse a ministra da Informação, Dana Morris Dixon, a repórteres. Enquanto isso, a passagem devastadora de Melissa na quarta-feira agravou uma situação já difícil em Cuba, devido à grave crise econômica que assola a ilha há cinco anos. Em Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país, a tempestade provocou o desabamento de partes de casas e a destruição de telhados. A cidade ficou sem energia elétrica e muitas linhas de transmissão de alta tensão caíram no chão. As autoridades cubanas informaram que cerca de 735 mil pessoas foram deslocadas, principalmente nas províncias de Santiago de Cuba, Holguín e Guantánamo.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que viajou para a província de Holguín, uma das mais atingidas, declarou que o furacão causou “danos extensos”, mas nenhuma vítima fatal. O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, informou ter enviado equipes de resgate e resposta à Jamaica, Haiti, República Dominicana e Bahamas, e ofereceu ajuda a Cuba, seu histórico rival ideológico.

“Os Estados Unidos estão preparados para fornecer ajuda humanitária imediata” ao “corajoso povo cubano”, declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na rede X. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, anunciou o envio de 26 toneladas de ajuda humanitária a Cuba.

O Reino Unido prometeu aproximadamente 3,3 milhões de dólares (17,7 milhões de reais) em ajuda emergencial para a região e anunciou que disponibilizará voos para facilitar a saída de cidadãos britânicos da Jamaica. “El Salvador enviará três aviões com ajuda humanitária para a Jamaica amanhã”, declarou o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, na rede X.

*Com informações da AFP 

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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