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Tufão Kalmaegi deixa mais de 90 mortos nas Filipinas

05/11/2025 às 09:22
3 min de leitura
Veículos danificados estão empilhados ao longo de uma rua alagada em um bairro residencial afetado pelo tufão Kalmaegi, na cidade de Cebu, Filipinas, em 4 de novembro de 2025. O tufão Kalmaegi atingiu a região de Visayas, no centro das Filipinas, em 4 de novembro, causando inundações, cortes de energia e danos materiais. De acordo com a Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (PAGASA), a previsão era de que o tufão estivesse próximo à província de Negros Ocidental, no centro das Filipinas, movendo-se para oeste a 25 quilômetros por hora, com ventos máximos de 140 quilômetros por hora. (Filipinas) EFE/EPA/JUANITO ESPINOSA

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Ao menos 93 pessoas morreram durante a passagem do tufão Kalmaegi nas Filipinas. A informação é da Defesa Civil do país, que atualizou o número nesta quarta-feira (5). Segundo a força, as grandes cidades foram as mais atingidas pelas inundações, mas as águas já baixaram na maior parte do território.

Moradores deram início ao trabalho de limpeza nesta manhã. Carros, caminhões e até grandes contêineres foram arrastados pela correnteza, que tomou as ruas. A água subiu até a altura das casas; pessoas ficaram ilhadas em telhados aguardando resgate. Não há informações sobre a quantidade de desaparecidos nem de desabrigados. Mais de 150 mil foram desalojadas devido à passagem do ciclone tropical.

A província de Cebu foi a mais atingida, com o saldo final de 76 mortos. Nas 24 horas que antecederam a chegada do tufão à costa filipina, a precipitação nos arredores da cidade foi de 183 mm de chuva, marca acima da média mensal de 131 mm. Foi uma tempestade “sem precedentes”, classificou a governadora de Cebu, Pamela Baricuatro. “Esperávamos ventos fortes, mas a água é o que realmente está colocando as pessoas em perigo”, contou a repórteres.

As Filipinas são atingidas por cerca de 20 tufões e tempestades a cada ano. O país também é frequentemente atingido por terremotos e possui mais de uma dúzia de vulcões ativos, tornando-o um dos países mais propensos a desastres do mundo. Mas cientistas alertam que as tempestades estão se tornando mais poderosas devido às mudanças climáticas. Oceanos mais quentes fazem com que os tufões se intensifiquem rapidamente, e uma atmosfera mais quente retém mais umidade, resultando em chuvas mais intensas.

*Com Estadão Conteúdo 

 

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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