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INTERNACIONAL

Exército de Israel inicia nova operação no norte da Cisjordânia

26/11/2025 às 05:49
3 min de leitura
Moradores do campo de refugiados de Nur Shams, perto de Tulkarem, na Cisjordânia ocupada por Israel, e ativistas estrangeiros de solidariedade se reúnem na entrada do campo durante um protesto exigindo o direito de retornar às suas casas, em 23 de novembro de 2025. Os confrontos no território entre palestinos e o exército israelense ou colonos aumentam após o início da guerra em Gaza, que foi desencadeada pelo ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Os militares de Israel lançaram sua operação "Muro de Ferro" no norte da Cisjordânia em janeiro, dizendo que ela visava reprimir vários campos que são redutos de grupos armados palestinos que lutam contra Israel.

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O Exército israelense anunciou nesta quarta-feira (26) o início de uma “ampla operação” contra grupos armados palestinos no norte da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967.

“Durante a noite (de terça para quarta-feira), as forças (israelenses) começaram a operar no âmbito de uma ampla operação antiterrorista na região do norte de Samaria”, afirma um comunicado militar, que cita o nome bíblico que os israelenses utilizam para fazer referência ao norte da Cisjordânia.

As forças israelenses “não permitirão que o terrorismo se instale” na região, acrescenta o texto.

Questionado pela AFP, o Exército israelense afirmou que a ação não é parte da “operação antiterrorista” iniciada em janeiro de 2025, que tinha como alvos principais os campos de refugiados palestinos da região, e sim uma “nova operação”.

A violência aumentou na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra o sul de Israel.

Desde então, mais de mil palestinos, incluindo muitos combatentes, mas também muitos civis, morreram em ações dos soldados ou colonos israelenses, segundo um levantamento da AFP baseado em dados da Autoridade Palestina.

No mesmo período, segundo números israelenses, pelo menos 43 cidadãos do país, incluindo civis e soldados, morreram em ataques palestinos ou durante incursões militares israelenses.

A violência na Cisjordânia não cessou desde a entrada em vigor de uma trégua em Gaza em 10 de outubro.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) registrou naquele mês um aumento expressivo de “ataques de colonos que provocaram vítimas, danos materiais ou ambos” em quase duas décadas de compilação de dados neste território palestino.

Em 10 de novembro, um israelense morreu e três ficaram feridos em um ataque com arma branca executado por dois palestinos que foram rapidamente mortos por soldados perto de Belém, no sul da Cisjordânia.

*Com informações da AFP 

 

 

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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