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Governo de MS reforça pacto nacional pelo enfrentamento à violência contra as mulheres

05/12/2025 às 06:09
3 min de leitura

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O evento em Campo Grande reúne gestoras de todo o país para fortalecer políticas de prevenção e proteção. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fez um chamado nacional por responsabilidade política. O vice-governador Barbosinha destacou a evolução do Estado na aplicação imediata de medidas protetivas.

O Governo de Mato Grosso do Sul reafirmou seu compromisso com o enfrentamento à violência contra as mulheres ao sediar, nesta quinta (4) e sexta-feira (5), o 3º Encontro Nacional das Casas da Mulher Brasileira (CMB). Realizado em Campo Grande, o evento fortalece um pacto interfederativo para aprimorar políticas de prevenção e responsabilização.

A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, destacou a relevância de Mato Grosso do Sul, estado que abriga a primeira Casa da Mulher Brasileira do país, sediar um momento de convergência nacional. “A violência contra nós, mulheres, é estrutural, e por ser estrutural, exige respostas estruturais, integradas e fortalecidas”, disse. Viviane lembrou, com efeito, que a Casa da Mulher Brasileira nasceu para integrar serviços que antes obrigavam as vítimas a peregrinar atrás dos seus direitos.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fez um chamado nacional por responsabilidade política. “Não é possível que continuemos elegendo parlamentares que ofendem e atacam as mulheres. Isso precisa mudar, e só muda quando reconhecemos que violência contra as mulheres é responsabilidade de todos”, afirmou a ministra.

Avanços na Segurança

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou os avanços institucionais do Estado. “Houve um salto gigantesco em tecnologia, qualificação das equipes e melhoria do fluxo de processos, não apenas na Casa da Mulher Brasileira, mas também nas delegacias especializadas”, disse. Ele reforçou a importância da integração do sistema de justiça e segurança pública. “Hoje, graças à integração com o Tribunal de Justiça, as medidas protetivas de urgência podem ser cumpridas imediatamente por policiais civis ou militares”, explicou.

A coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Carla Stephanini, celebrou o encontro. “Toda nossa energia e determinação estão dedicadas a proteger mulheres e responsabilizar agressores”, afirmou.

Debates e Pactuação

Ao longo dos dois dias, o encontro contemplou temas essenciais. As atividades incluíram a Oficina Ligue 180 e a apresentação do Diagnóstico das Casas da Mulher Brasileira em todo o país. O segundo dia aprofunda temas como o Protocolo de Atendimento a Mulheres LBTI e o Programa Casa da Igualdade Racial.

A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, ressaltou que “o feminicídio é a ponta do iceberg“. Ela lembrou que o enfrentamento exige olhar para a estrutura que sustenta a desigualdade de gênero.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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