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INTERNACIONAL

Sexo, monogamia e veneração a Maria: as polêmicas do papado de Leão XIV

05/12/2025 às 14:32
3 min de leitura
O novo papa eleito, Leão XIV, cardeal Robert Francis Prevost, dos Estados Unidos, saúda os fiéis da loggia central da Basílica de São Pedro

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Os primeiros meses do papado de Leão XIV foram marcados por mudanças nos rumos da Igreja Católica em assuntos específicos e polêmicos. O mais recente foi sobre o papel da relação sexual dentro do casamento. O tema consta em documento assinado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovado pelo papa Leão XIV, e aponta que o papel da sexualidade não é apenas para gerar filhos, mas fortalecer os vínculos.

O documento também afirma que a esterilidade não invalida a vida conjugal, nem restringe a vida sexual e defende a monogamia. Em “uma só carne, elogio à monogamia”, o texto define o matrimônio como uma “união exclusiva e pertencimento recíproco”. “Todo matrimônio autêntico é uma unidade composta por dois indivíduos, que exige uma relação tão íntima e totalizante que não pode ser compartilhada com outros.”

Dividido em sete capítulos, além das conclusões, o decreto aponta que o casamento não é uma limitação ou posse, “mas a possibilidade de um amor que se abre ao eterno”. Segundo o Vaticano, o tema foi abordado por conta do contexto global de desenvolvimento do poder tecnológico, que leva o homem a pensar-se como “criatura sem limites” e do crescimento do “poliamor” no Ocidente.

Outro assunto que rendeu repercussão mundial foi a instrução dada pelo papa aos católicos para não se referirem a Maria como “corredentora”. Segundo o decreto, publicado no início de novembro, a Igreja reconhece que Maria “cooperou” na obra redentora de Cristo, mas não atuou como uma mediadora.

“Levando em consideração a necessidade de explicar o papel subordinado de Maria a Cristo na obra da Redenção, é sempre inoportuno o uso do título de Corredentora para definir a cooperação de Maria”, diz o texto. O decreto aponta que o título de “corredentora” carrega um risco de “obscurecer a única mediação salvífica de Cristo”, podendo causar “confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã”. “Não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar”, acrescenta o texto.

 

*Com informação de Estadão Conteúdo

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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