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Políticas sociais avançam e 40 mil deixam a pobreza em Mato Grosso do Sul

11/12/2025 às 06:59
3 min de leitura

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Mato Grosso do Sul reduziu a proporção de pessoas na extrema pobreza em 40,74% em dois anos. O resultado, com efeito, se deve à estratégia de buscar famílias vulneráveis e transformar programas sociais, como o MS Supera, em instrumentos de qualificação e ascensão social.

Mato Grosso do Sul assumiu, desde o início de 2023, o compromisso de combate efetivo à extrema pobreza. O trabalho já começa a apresentar resultados. Mais de 40 mil pessoas saíram da situação de pobreza no Estado entre 2023 e 2024, segundo a Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE.

Com uma economia pujante e pleno emprego, Mato Grosso do Sul transformou os programas sociais da Sead em um instrumento de assistência social, segurança alimentar, inclusão e qualificação profissional. A transformação no programa de bolsas de estudo, por exemplo, permitiu a permanência de estudantes de baixa renda em cursos superiores de período integral.

A acadêmica de Medicina Ariadne Mariana Rocha da Cunha é a primeira pessoa da família a concluir o Ensino Médio. Ela só conseguiu a bolsa de estudos com a transformação do antigo Vale Universidade em MS Supera. “Ficou muito apertado. Foi quando mudaram a legislação e deixaram de exigir o estágio obrigatório, que impedia o acesso de estudantes de período integral ao programa”, contou.

A ascensão de Ariadne ao ensino superior representa uma mudança de paradigmas. Ela acaba de concluir o 6º semestre de Medicina e, com a ajuda do programa, pode se dedicar aos estudos para ser uma profissional de excelência. “Eu comecei a me interessar pela medicina, para poder tratar os pacientes de forma diferente, independente de eles serem ricos ou pobres, e é isso que eu vou fazer”, disse Ariadne.

A secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, destacou a mudança de foco. “Fizemos o diagnóstico e a adequação dos nossos programas sociais para se transformarem em programas estruturantes, acabando com o assistencialismo e colocando as pessoas na vida produtiva por meio de incentivos positivos”, explicou.

De acordo com o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza em Mato Grosso do Sul sofreu uma redução de 40,74% em dois anos, passando de 2,7% em 2022 para 1,6% em 2024. O IBGE considera extremamente pobres as famílias que recebem até US$ 2,15 por dia.

Para reduzir ainda mais a extrema pobreza, a Sead está fazendo, desde março de 2025, uma busca ativa. Com cruzamento de dados e georreferenciamento, equipes do Mais Social estão indo às ruas nos 79 municípios sul-mato-grossenses. O objetivo é incluir no programa famílias vulneráveis que não recebem nenhum benefício.

Atualmente, o Mais Social conta com mais de 40 mil famílias. O MS Supera conta com 2.200 vagas, que serão ampliadas para 2.500 no próximo ano. Outros programas que asseguram a dignidade das pessoas são:

  • Energia Social: Conta de Luz Zero, que paga a conta de 29 mil famílias de baixa renda.

  • Cuidar de Quem Cuida, com 1.878 beneficiados.

  • Entrega de cestas alimentares para mais de 20 mil famílias indígenas aldeadas.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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