A cidade registrou 331 casos até novembro de 2025, tornando-se a terceira do Estado com mais ocorrências. A subnotificação é uma preocupação, e o CCZ alerta para a necessidade de denúncia e de cuidados rotineiros, como limpeza de imóveis e eliminação de entulhos.
Os casos de acidentes com escorpiões aumentaram 65% em Dourados em 2025, na comparação com todo o ano passado. A cidade registrou 331 acidentes com escorpiões até novembro deste ano, enquanto em 2024 foram 201 casos. Dourados é a terceira do Estado que mais registra ocorrências, atrás apenas de Três Lagoas (656 casos) e Campo Grande (1.779 casos).
Em todo Mato Grosso do Sul, foram 5.551 acidentes até novembro, uma alta de 14,7%. Os escorpiões são os animais peçonhentos com maior quantidade de acidentes no Estado, representando 78,3% do total.
📉 O Perigo da Subnotificação
Enquanto os acidentes aumentam, a quantidade de solicitações de serviços ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Dourados diminuiu 4,5% em 2025.
“A subnotificação esconde situações reais que acontecem silenciosamente, tendo em vista a desinformação, negligência e desconhecimento de munícipes sobre a necessidade de informar a ocorrência de um escorpião ao CCZ,” explica o biólogo Jalmir da Silva Ferreira Junior.
O biólogo complementa que a proliferação está associada à ausência de ações preventivas individuais, principalmente em imóveis vazios urbanos, devido à rápida expansão imobiliária, e ao acúmulo de criadouros.
🧹 Prevenção e Denúncia
Os escorpiões estão presentes onde há condições de proliferação de seu alimento, principalmente baratas, além de ambientes úmidos e escuros.
O CCZ reforça a importância dos cuidados de rotina:
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Manter imóveis limpos, livres de entulhos, folhagens secas, madeira e lixo.
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Lacrar fossas sépticas e caixas de gordura.
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Manter ralos fechados, e usar soleiras nas portas e telas em janelas.
O CCZ pode ser contatado para denúncias de imóveis irregulares (onde há condições de criadouro) de forma anônima pelo (67) 2222-2074 (Ligação e WhatsApp).
⚠️ Risco Maior para Crianças
A espécie predominante em Dourados é a Tityus confluens. No entanto, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é a espécie envolvida na maioria dos casos de morte.
Entre os 33 casos considerados graves em MS, registrados entre 2020 e 2025, pelo menos 60% vitimaram crianças menores de dez anos.
“Normalmente afetam mais crianças, pois essas possuem biomassa menor o que favorece a maior concentração do veneno,” explica o biólogo.
A maior atividade desses animais é entre os meses de setembro a março, devido à temperatura elevada. Em caso de acidente, a orientação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar imediatamente a unidade de pronto atendimento do SUS mais próxima. O soro antiescorpiônico está disponível somente na rede pública.




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