Chanceler Sergey Lavrov afirma que 91 drones foram abatidos em Novgorod; Zelensky nega ação e classifica acusação como “notícia falsa” para justificar novos ataques.
O conflito entre Rússia e Ucrânia ganhou um novo capítulo de alta tensão nesta segunda-feira (29/12). O governo russo acusou formalmente o regime de Kiev de realizar um “ataque terrorista” direcionado à residência oficial do presidente Vladimir Putin na região de Novgorod, situada a aproximadamente 400 km de Moscou.
O incidente ocorre em um momento delicado, enquanto diplomatas russos e americanos tentam avançar em negociações para um possível acordo de cessar-fogo.
🚀 Detalhes do Ataque Segundo o Kremlin
De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, a ofensiva foi de larga escala e ocorreu durante a madrugada:
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Arsenal Utilizado: 91 drones de longo alcance.
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Defesa Aérea: Moscou afirma que todos os dispositivos foram interceptados e destruídos antes de atingirem o alvo.
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Vítimas: Não houve registro de mortos ou feridos na propriedade presidencial.
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Localização: A residência em Novgorod é conhecida por ser um dos refúgios mais protegidos de Putin fora da capital.
🛡️ A Resposta de Kiev: “Fake News”
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, utilizou suas redes sociais para negar categoricamente qualquer envolvimento no episódio. Para o líder ucraniano, a acusação é uma manobra de desinformação russa com objetivos específicos:
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Justificativa de Retaliação: Criar um pretexto para bombardeios ainda mais severos contra infraestruturas civis ucranianas.
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Prolongamento da Guerra: Desviar a atenção da comunidade internacional sobre as dificuldades russas no front.
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Inteligência Global: Zelensky apelou para que agências de inteligência ocidentais verifiquem a veracidade dos fatos, reiterando que o foco da Ucrânia permanece na defesa de seu território e na busca por garantias de segurança.
🕊️ Negociações com os Estados Unidos
Apesar da promessa de retaliação feita por Lavrov, o chanceler ressaltou que a Rússia não pretende abandonar a mesa de negociações com Washington. O diálogo direto entre os EUA e a Rússia tem sido a principal aposta para o estabelecimento de um corredor de paz em 2026.
No entanto, Zelensky mantém sua postura: qualquer acordo só será assinado se houver garantias concretas de que a Rússia não iniciará uma nova invasão no futuro — exigência que continua sendo o maior entrave nas tratativas.




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