Rede oncológica de MS concentra 99% dos atendimentos em unidades especializadas do SUS
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Dados da SES revelam que o Hospital de Câncer Alfredo Abrão lidera o volume de atendimentos em 2025; estrutura regionalizada foca em alta complexidade e continuidade do cuidado pelo SUS.
Mato Grosso do Sul consolidou um modelo de assistência oncológica altamente especializado e regionalizado em 2025. Segundo dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde), baseados nos sistemas oficiais do SUS (SIA/SIH), as UNACON (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia) são as grandes protagonistas da rede, sendo responsáveis por 99% de toda a produção oncológica do estado.
Essa concentração reflete a estratégia do Governo do Estado em centralizar tratamentos complexos em centros de referência, garantindo que o paciente tenha acesso a diagnósticos precisos, cirurgias e tratamentos (como quimioterapia e radioterapia) em um único ecossistema de cuidado.
📊 O Mapa da Assistência Oncológica em MS (Dados até Outubro/2025)
O Hospital do Câncer de Campo Grande – Alfredo Abrão mantém-se como o principal pilar da rede estadual, seguido por unidades em Dourados e hospitais gerais da capital.
| Unidade de Saúde | Cidade | Participação na Produção Estadual | Nº de Procedimentos |
| Hospital de Câncer Alfredo Abrão | Campo Grande | 36% | 17.325 |
| Hospital Cassems | Dourados | 20% | – |
| Santa Casa de Campo Grande | Campo Grande | 16% | – |
| Hospital Regional de MS | Campo Grande | 16% | – |
| Hosp. Nossa Sra. Auxiliadora | Três Lagoas | 7% | – |
| Santa Casa de Corumbá | Corumbá | 3% | – |
⚙️ Eficiência e Segurança Jurídica no Tratamento
O uso das APACs (Autorizações de Procedimentos de Alta Complexidade) como instrumento de monitoramento permite que o Estado acompanhe em tempo real a fila e a execução dos serviços. De acordo com Michele Martins, gerente de Oncologia da SES, esse modelo garante a continuidade do cuidado.
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Regionalização: Pacientes do interior não dependem exclusivamente da capital, com polos em Dourados, Três Lagoas e Corumbá.
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Integralidade: A rede é desenhada para que o tratamento não seja interrompido, desde a biópsia até o acompanhamento pós-cura ou paliativo.
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Especialização: Apenas 1% da produção ocorre em hospitais não especializados, geralmente em cirurgias de emergência, o que assegura que o tratamento eletivo seja feito por especialistas oncológicos.
🏥 Desafios para 2026
Embora os dados mostrem uma rede robusta, a SES trabalha para que o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento (conhecido como a “Lei dos 60 dias”) seja rigorosamente cumprido em todas as regiões. A ampliação da participação da Santa Casa de Corumbá e do hospital de Três Lagoas são metas para equilibrar ainda mais o fluxo de pacientes e reduzir deslocamentos longos para Campo Grande.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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