Analistas internacionais avaliam que a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela na madrugada deste sábado (3), sob a justificativa de combate ao narcotráfico, esconde interesses geopolíticos e econômicos que podem atrair potências como China e Rússia para o conflito.
Segundo a analista Priscila Silveira, se o objetivo central da administração de Donald Trump for o controle das reservas de petróleo venezuelanas, a probabilidade de uma intervenção direta de aliados estratégicos de Caracas aumenta significativamente. China e Rússia, além de parceiros comerciais no setor energético, possuem poder bélico capaz de transformar a crise regional em uma escalada internacional.
Por outro lado, o analista Jesualdo Almeida argumenta que a justificativa de combate às drogas é “frágil”. Ele aponta que países com regimes mais autoritários ou com maior histórico de tráfico de drogas, como Honduras e Arábia Saudita, não sofreram intervenções semelhantes, sugerindo que a ação visa ressuscitar a “Doutrina Monroe” (América para os americanos).
Asfixia de Aliados: A queda do regime de Maduro ou o controle do petróleo prejudicaria diretamente Cuba, que depende do fornecimento venezuelano.
Histórico de Invasões: Recordando casos como Vietnã, Iraque e Afeganistão, os analistas alertam para o risco de um cenário de “terra arrasada” na Venezuela, visto que ainda não há planos claros para o período pós-Maduro.
Críticas Internas: Embora o governo brasileiro e a oposição venezuelana não reconheçam a legitimidade do regime de Maduro, a ação americana é vista por especialistas como uma violação direta da soberania nacional
*Com informações do Jornal da Manhã
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Fonte: Jovem Pan News




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